O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) realizou reunião com os vereadores de Frederico Westphalen na tarde de quarta-feira, dia 22. Na agenda, foi informado que a entidade entratá com pedido de cassação do prefeito da cidade, Orlando Girardi. Representou o Sindicato o diretor da Região Noroeste, Ricardo Azevedo. A assessoria jurídica irá elaborar a fundamentação da denúncia.
“Como Sindicato, entendemos que um prefeito que não quer negociar, não pode estar no cargo. Chegamos ao ponto de fazer esse pedido de cassação por não haver mais como dialogar, pela negativa deles (do prefeito e da gestão do Hospital Divina Providência). O Simers está aberto caso o Município queira nos procurar”, finalizou Azevedo.
Na sexta-feira, 17, ele e o presidente do Simers, Marcelo Matias, se reuniram com Girardi e a gestora do hospital, Lisete Bison, para solicitar a nulidade da rescisão do contrato de dois médicos, ocorrida dias antes. Um deles, Milton Rocha, é delegado sindical e foi dispensado depois que a entidade fez cobranças pelo pagamento de honorários em atraso e por melhores condições de trabalho.
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Ríspido, o prefeito negou o pedido e não aceitou receber o aviso de revogação de contratos feitos por outros 22 médicos. “Esse rompimento se deu após inúmeras negativas de reintegração de um único colega. Sem esses 24 profissionais, vai haver desassistência à população, o que até agora ocorreu porque eles seguiram trabalhando mesmo sem receber”, alertou o diretor da Região Noroeste.
O Prefeito Orlando Girardi incorreu em infrações político-administrativas ao omitir-se e agir com negligência diante de interesses do Município sujeitos à Administração Municipal, especialmente no que se refere ao Hospital e assistência à saúde da população, que se encontra sob intervenção por meio do Decreto nº 031/2026, bem como ao proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro exigidos pelo cargo que ocupa.
Os vereadores propuseram que o Simers participe da próxima reunião da comissão especial criada para acompanhar a situação do hospital, que está sob intervenção municipal. A data ainda será definida. O Sindicato irá enviar à Câmara os inúmeros ofícios feitos durante a negociação com o Divina, incluindo o alerta de que o acordo firmado com o corpo clínico não estava sendo cumprido.
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