O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) se reuniu com a Promotoria de Justiça de São Gabriel nesta semana para tratar da crise financeira da Santa Casa da cidade. A instituição está sob intervenção da Prefeitura desde outubro de 2025. Participaram da audiência o delegado do Simers no município, Paulo Pizarro, e as assessorias jurídica e de relações governamentais.
Além de apresentar formalmente a condição crítica ao promotor Maurício Arpini, com o atraso no pagamento dos honorários médicos referentes a 2025, o Sindicato expôs os impactos diretos da inadimplência sobre a continuidade e a regularidade da prestação dos serviços médicos. "Há um risco concreto de desassistência à população", alertou Pizarro.
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Arpini manifestou compreensão e alinhamento com a gravidade do cenário apresentado. Esclareceu que há uma Ação Civil Pública em trâmite, que fixa até 30 de abril o prazo para que a Santa Casa e o Município apresentem um plano formal e respectivo cronograma de quitação dos honorários em atraso. De acordo com o promotor, se isso não ocorrer, o Ministério Público (MP) poderá adotar medidas mais incisivas para assegurar a regularização dos pagamentos e a manutenção dos serviços de saúde.
O Simers vai acompanhar rigorosamente o processo, mantendo interlocução com o MP e avaliando as medidas para a defesa dos interesses da categoria e da adequada assistência à população.
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