
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) esteve em Frederico Westphalen para levar à prefeitura da cidade e à administração do Hospital Divina Providência uma proposta de negociação, visando evitar a saída de especialistas do corpo clínico da instituição. A proposição pedia a reintegração de dois profissionais desligados pelo Hospital enquanto fosse realizada uma nova série de conversas, evitando o pedido de rescisão de mais 22 médicos. Entre os dois desligados, está o conselheiro e delegado sindical Milton Rocha, que recebeu o aviso do Divina Providência após uma visita ao Ministério Público relatando falta de insumos na instituição. Os responsáveis pelo hospital, que está sob intervenção municipal, não quiseram assinar.
Estiveram na reunião representando o Sindicato o presidente, Marcelo Matias, o diretor da Região Noroeste, Ricardo Azevedo, e as assessorias jurídica e política. O prefeito Orlando Girardi, a administradora Lisete Bison e assessores representaram o hospital.
Na agenda, uma série de questões foram discutidas, como os valores em aberto com os profissionais. No dia 8 de março, em Assembleia Geral da Categoria, os médicos que atuam na instituição aprovaram por unanimidade a possibilidade de paralisação caso os honorários em atraso não sejam quitados no prazo de 60 dias.
Também foi ressaltado no encontro o fato de que todos os profissionais que enviaram seus pedidos de rescisão são especialistas com RQE, o que seria uma significativa perda para a instituição.
LEIA MAIS
Frederico Westphalen: médicos do Divina Providência aprovam possibilidade de paralisação
A partir de agora, mesmo com a recusa da prefeitura e da administração, serão 60 dias a serem cumpridos pelos médicos antes de encerrarem as funções (além dos que estavam na AGE, caso uma proposta de regularização dos pagamentos não seja feita). O Simers seguirá acompanhando juridicamente a situação e se colocou à disposição para novas reuniões para buscar uma solução para a crise no Divina Providência.
“O primeiro grande passo, no entanto, é a suspensão das demissões para que a gente possa voltar a conversar”, frizou Matias.
Encontro na Câmara de Vereadores

Após a reunião na sede da prefeitura, o Sindicato foi recebido pelos vereadores Leandro Mazutti (PDT), Marizete Frozzi (MDB) e Marcos Vinicius (PL).
No encontro, o presidente Marcelo Matias falou sobre a importância da intervenção da Câmara nas discussões sobre o Divina Providência e como a saída de especialistas pode ser apenas o começo para um problema maior de desassistência.
Os vereadores reafirmaram o compromisso com a pauta e explicaram a existência de uma comissão especial para tratar a questão do hospital. O Sindicato foi convidado a participar dos debates, com data prevista para os próximos dias.
Prática antissindical

Entre os dois médicos que tiveram seus contratos rescindidos unilateralmente está o conselheiro e delegado sindical Milton Rocha. O ato ocorreu após a AGE que aprovou a paralisação por honorários em atraso e uma visita ao Ministério Público relatando falta de insumos na instituição.
Na ocasião, o Simers denunciou a retaliação e enviou ofício ao prefeito, à administradora e ao responsável técnico advertindo sobre a ilegalidade do ato.
Simers: coragem para defender e gestão para avançar! Associe-se
O Simers utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para melhorar a experiência de usuário. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.