Simers faz acolhimento de médicos vítimas de agressões em postos de Porto Alegre
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Simers faz acolhimento de médicos vítimas de agressões em postos de Porto Alegre

Profissionais relatam que, após a divulgação da mudança de gestão das unidades geridas pela rede de saúde Divina Providência, os casos de agressões aumentaram

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11/03/2026 15:34

 

 

 

Foto Ascom/Simers

A diretora do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) Bruna Tertuliano, acompanhada das assessorias jurídica e de relações institucionais da entidade médica, visitou dois postos de saúde na Zona Leste de Porto Alegre. Em ambas as unidades, o Sindicato recebeu relatos de agressões contra médicos e sobrecarga dos profissionais. 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) São José e a Unidade de Saúde (US) Chácara da Fumaça são administradas pela Rede de Saúde Divina Providência, que está deixando a gestão dos postos da Capital até o final deste mês. Com essa saída, muitos funcionários estão recebendo férias sequenciais para que não sejam descontadas na rescisão. No entanto, relatos apontam que esse volume elevado de funcionários em férias implica no aumento dos fluxos de atendimento e na sobrecarga dos trabalhadores.

A primeira unidade visitada foi a UBS São José. No local, foi apontado aumento no fluxo de pacientes desde o fim do ano. A gerência explicou que as demandas agendadas não são repassadas aos colegas, ocorrendo apenas o acolhimento. 

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Segundo relatos, em um mesmo dia aconteceram três casos de agressão verbal e ameaças contra os trabalhadores do posto, onde não há câmera nem profissional da segurança. Em um dos casos, Guarda Municipal e Brigada Militar precisaram ser chamadas. Os casos, quase sempre, são em função de atestados ou reagendamentos de consultas.

A diretora do Sindicato orientou os profissionais que, em casos críticos, o plantão 24h do Simers pode ser acionado para que uma equipe especializada preste o devido atendimento jurídico. 

A segunda unidade visitada foi a US Chácara da Fumaça. O Sindicato ouviu relatos de muitos afastamentos por questões de saúde e funcionários com férias em sequência. O posto conta com seis médicos ao todo, sendo que nesta terça-feira havia um de férias e outro de atestado. 

Segundo informações, uma profissional precisou ficar afastada e foi oferecida a ela a possibilidade de trocar de unidade. O posto não tem porteiro nem câmera de segurança — fato que gera preocupação entre a equipe, especialmente após as 18 horas, uma vez que a unidade atua com a porta aberta durante a noite. 

O Sindicato se colocou à disposição para prestar suporte jurídico e esclarecer as dúvidas dos trabalhadores. A entidade médica reiterou que segue acompanhando de perto todo o processo de transição na gestão dos postos de Porto Alegre e que levará os pleitos da categoria à nova mantenedora assim que ela for anunciada.

Na segunda-feira, dia 9 de março, o coordenador do Núcleo de Atenção Primária, Alexandre Silveira, esteve reunido com o secretário municipal da Saúde, Fernando Ritter, que se comprometeu em fazer visitas aos locais e avaliar medidas a serem adotadas para prevenir novas ocorrências.

 

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Tags: Atenção Primária à Saúde Observatório da Violência Observatório da Violência na Saúde UBS

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