A Luta

SIMERS apoia movimento dos trabalhadores da saúde de Canoas

22/12/2016 16:12

O Sindicato Médico do RS (SIMERS) participou nesta quinta-feira (22) da paralisação de 12 horas dos trabalhadores da saúde de Canoas. Os profissionais estão mobilizados devido ao atraso nos salários e pela falta de previsão para o pagamento de dezembro. A troca recente da gestora de dois hospitais e seis postos (duas UPAs e quatro de saúde mental) que atendem pelo SUS no município provoca grave incerteza sobre a manutenção dos atendimentos.
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Com salários atrasados e sem perspectiva de pagamento, trabalhadores paralisaram as atividades por 12 horas
O diretor do SIMERS, Jorge Eltz, discursou pela união das categorias. “O atraso nos salários é um ataque aos trabalhadores, um processo de retirada de direitos de todos nós. Não podemos aceitar. Vamos nos mobilizar para defender que paguem as remunerações em dia e não tirem outros direitos dos funcionários”, falou o dirigente. O secretário de saúde de Canoas, Marcelo Bósio, assumiu o compromisso de quitar os valores em atraso até o dia 27 de dezembro. Enquanto isso, os trabalhadores seguem em assembleia permanente. A paralisação iniciou na manhã desta quinta-feira, com a manutenção de 30% dos atendimentos. Sem garantias de pagamento e manutenção dos atendimentos Desde que o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e Saúde Pública (Gamp) assumiu a administração das unidades no lugar do Mãe de Deus, em contrato firmado com a prefeitura canoense, há falta de materiais para prestar cuidados à população de 140 municípios, além de atrasos em salários (pagamento de novembro não ocorreu integralmente) e na segunda parcela do 13º, que não foi quitada. A situação atinge o Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), o Hospital Universitário (HU), as UPAs Caçapava e Rio Branco e os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) Recanto dos Girassóis, Travessia, Amanhecer e Novos Tempos. “Na véspera das festas de fim de ano, médicos, demais trabalhadores e pacientes são surpreendidos por esta conduta do gestor que recém assumiu. O prefeito atual e o eleito devem tomar uma atitude diante da instabilidade e riscos reais à assistência”, cobra a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil. A dirigente lamentou que a mudança da terceirizada comprometa a capacidade de atendimento em uma região tão carente e que depende dos serviços.
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Trabalhadores da saúde de Canoas exigem pagamento imediato
Médicos deliberam assembleia permanente Dezenas de médicos que atuam nos serviços, reuniram-se em assembleia na sede do SIMERS na noite de terça-feira (20), na qual definiram medidas para regularizar a situação, assegurando seus direitos. A categoria aprovou a manutenção do estado de assembleia geral permanente. Também serão enviadas notificações exigindo da Prefeitura e Gamp o pagamento imediato dos valores em atraso. Maria Rita informou que o Gamp enviou proposta garantindo a continuidade da contratação com carteira assinada, segundo a CLT. “Após muita pressão sobre os novos gestores, é uma vitória importante para categoria, pois os médicos continuarão com seus direitos trabalhistas assegurados”, salientou a dirigente. Mesmo assim, o SIMERS está preocupado com outros procedimentos, como a contratação de médicos como Pessoa Jurídica para preencher vagas de plantonistas. “Não concordamos. O Gamp propõe uma coisa e faz outra. Estamos diante de uma gestão muito temerária de hospitais, UPAs e CAPS, que são cruciais na saúde da região”, critica a vice-presidente.
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