A Luta

Ministério Público de Bagé vai averiguar situação do Hospital Universitário

11/01/2017 08:36

Instituição, com capacidade de 100 leitos, reabriu em dezembro

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Promotora Marlise Oliveira garantiu que MP irá inspecionar HU Foto: Elio Bandeira/SIMERS

O Ministério Público de Bagé vai averiguar, nas próximas semanas, os motivos pelos quais o Hospital Universitário do município ainda não teria voltado a atender pacientes por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), apesar de sua reabertura parcial, em dezembro. A garantia foi dada pela promotora Marlise Martino Oliveira ao delegado do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) em Bagé, Roberto Gaffrée, durante encontro nessa terça-feira (10). O SIMERS não recebeu nenhuma notificação oficial do hospital a respeito da reabertura para pacientes do SUS.

A instituição de saúde, que havia fechado suas portas em agosto e tem capacidade para 100 leitos, reabriu em dezembro, porém, com quantidade reduzida. A promotora decidiu tomar a medida tendo em vista que há uma ação civil pública, movida pelo MP, onde foi determinado o bloqueio de valores do Estado para serem repassados ao hospital para seu pleno funcionamento. “Vamos buscar as informações e, caso necessário, vamos tomar possíveis providências”, afirmou Marlise. Ela disse ter recebido relatos de que o hospital teria sido reaberto em condições precárias e com falta de materiais, motivo pelo qual requisitará nova verificação no local.

Santa Casa

No encontro com o SIMERS, a promotora foi informada por Gaffrée de que a situação da Santa Casa de Caridade deve apresentar melhoras, com a posse da nova provedoria. Os médicos receberam, no final de dezembro, parte das remunerações atrasadas e existe a promessa de uma reunião com os gestores da instituição provedores na metade do ano, para avaliação dos avanços sinalizados pela gestão.

O delegado do SIMERS em Bagé destacou a importância do encontro com o MP. Segundo ele, foi uma reunião proveitosa e reforça a aproximação com as duas entidades. “Ficamos seguros de que, em caso de novos atrasos nos pagamentos, os médicos não serão responsabilizados por suposta omissão de socorro, desde que, com a orientação do sindicato, adotem as cautelas legais necessárias, como a formalização de aviso prévio à instituição e autoridades”, afirmou Gaffrée.

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