Reunião do Conselho Distrital de Saúde do eixo Baltazar debate condições de trabalho

Reunião do Conselho Distrital de Saúde do eixo Baltazar debate condições de trabalho

No encontro, foram discutidas as pautas dos profissionais que atuam nos postos de saúde da Capital sob gestão do Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG)

Compartilhe

08/10/2026 09:24

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) participou, nesta terça-feira, 6, da reunião do Conselho Distrital de Saúde (CDS) do eixo Baltazar, na Zona Norte de Porto Alegre. A agenda foi acompanhada pela diretora e coordenadora do Núcleo de Pediatria do Simers, Valerie Kreutz. Foram discutidas as condições de trabalho e atendimento dos profissionais que atuam nos postos de saúde da Capital que estão sob gestão do Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG) há dois meses. 

Na reunião realizada na subprefeitura do eixo Baltazar, Valerie Kreutz chamou a atenção para a gravidade da situação na saúde pública municipal e teceu críticas à formulação do edital que levou o IAG à gestão dos postos. 

“Houve um erro no momento em que colocamos no edital que a escolha seria feita pelo menor preço. Todo mundo está pagando por esse erro hoje. Existe uma necessidade de concurso público. Muitas vezes, o município ou o Estado não têm dinheiro, mas independentemente disso, quando o edital é feito, é preciso especificar qual é o tipo de empresa que se quer. Que características ela tem que ter. Neste edital, não havia todas as características necessárias”, disse Valerie. 

LEIA MAIS

Simers participa de mediação com IAG para tratar da Atenção Primária em Saúde de Porto Alegre

Simers defende permanência de médicos e qualidade da atenção primária em Porto Alegre

Simers acompanha situação da Atenção Primária na Lomba do Pinheiro

Ela também destacou que o edital deveria ter exigido qualificações e experiências bem consolidadas em Atenção Primária à Saúde (APS). A diretora frisou que o IAG não vem demonstrando o perfil necessário, pois a APS não se resume a colocar médicos em carros para circular entre unidades. Ela ressaltou que essa falta de preparo estrutural e de planejamento gera sobrecarga nas emergências e pode resultar na morte de pacientes com quadros graves que poderiam ser resolvidos na Atenção Básica. Por isso, ela fez um apelo para que todos os conselheiros e agentes envolvidos, independentemente de partidos políticos, exerçam o papel de fiscalizar e exigir mudanças imediatas, alertando que a crise atual afeta até mesmo a Medicina privada.

A diretora apontou as reduções salariais severas de até 50% na equipe de enfermagem, falhas e desorganização no pagamento de salários, além de um clima de medo entre as equipes, impedindo a comunicação interna e o planejamento de ações preventivas. O Simers se colocou à disposição para ajudar, mas a diretora advertiu que, caso a empresa não se qualifique imediatamente, serão necessárias medidas para evitar o colapso do atendimento e a desassistência geral da população.

Também participaram do encontro gestores de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da região, membros do Conselho Municipal de Saúde e usuários da rede.

 

Simers: coragem para fazer e gestão para avançar! Associe-se.

Tags:

Aviso de Privacidade

O Simers utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para melhorar a experiência de usuário. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.

Ver Política