Em ofício enviado a vereadores da cidade de Santo Ângelo, Região Noroeste do Estado, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) denunciou uma escalada de casos de agressões verbais e exposição de profissionais da saúde que atuam na UPA do município.
O cenário é de intimação e perseguição e, conforme relatos recebidos pelo Sindicato, com ameaças de morte e intimidações. A gravidade da situação culminou na saída do coordenador da unidade e na consequente insegurança dos médicos de exercerem suas atividades. Entre as denúncias, a entidade também tomou conhecimento da criação de um grupo em um aplicativo de mensagens, com trocas de vídeos e imagens dos trabalhadores em contexto de exposição indevida.
Os casos de agressões físicas, verbais e digitais contra os médicos ganham ascensão em um ambiente em que a saúde pública passa por uma crise histórica de sobrecarga. Com uma população cada vez mais desamparada, fica o médico como linha de frente para não apenas o atendimento, mas também para as frustrações que são provocadas por uma engrenagem que vai além de suas condições.
O Simers requer a imediata cessação desse quadro de hostilidades. E reitera que essas atitudes irão ensejar na imediata adoção de medidas judiciais cabíveis. Liberdade de expressão não pode ser um instrumento de perseguição.
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