O Médico

SIMERS vai integrar grupo de trabalho que avaliará repasses ao Hospital de Taquara

17/02/2016 16:53

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Reunião ocorreu na sede da Secretaria Estadual da Saúde. Foto: Divulgação/SIMERS
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) vai integrar o grupo de trabalho que foi criado nesta quarta-feira (17) para avaliar os repasses financeiros do governo do Estado ao Hospital Bom Jesus de Taquara. A decisão foi tomada durante encontro na sede da Secretaria Estadual de Saúde, com o secretário João Gabbardo dos Reis, que contou com a participação de representantes do sindicato, da Câmara de Vereadores de Taquara, do hospital e do prefeito do município, Tito Livio Jaeger Filho. A primeira reunião para verificação dos repasses está marcada para esta quinta-feira, 18h, às 10h, novamente na secretaria, em Porto Alegre. O Hospital de Taquara corre o risco de paralisar as atividades por falta de pagamento aos médicos. Desde a última segunda-feira, novas internações não foram aceitas e desde a semana passada a UTI da instituição está paralisada. Uma assembleia dos médicos foi marcada para esta quarta-feira à noite, que contará com a presença do SIMERS. “Queremos evitar que os médicos paralisem os serviços. Porém, como é um momento particular, esperamos que a secretaria tenha uma posição sobre o impasse”, disse o diretor do SIMERS André Gonzales, que esteve no encontro acompanhado de um representante da Assessoria Jurídica do sindicato. A intenção é que o SIMERS participe de outros grupos de trabalho para avaliar os repasses hospitalares do governo estadual. Conforme o prefeito Tito Livio, o hospital é referência na região e atende a cerca de 300 mil pessoas por mês. Segundo ele, a contratualização com a mantenedora – o Grupo Hospital Mãe de Deus – implica em um repasse mensal de R$ 1,3 milhão. No entanto, a dívida seria de cerca de R$ 3,69 milhão e inclui 60% dos salários de novembro, além da totalidade dos valores de dezembro e janeiro deste ano. “Desse jeito, o hospital não tem como seguir funcionando”, afirmou. De acordo com o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo, reconheceu que o Estado tem dificuldades financeiras, mas que não vai tratar nenhum hospital de forma diferenciada. “Se tiver 50% dos recursos, vou dividir entre todas as instituições”, garantiu. Ele apresentou dados que indicam que a dívida apresentada pelo prefeito é menor e, por causa disso, foi acertada a criação do grupo de trabalho. Gabbardo disse que até o final de fevereiro o hospital irá receber cerca de R$ 1,3 milhão – R$ 670 mil referentes ao repasse estadual e R$ 562 mil em recursos federais.
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