A Luta

Conceição fecha emergência e expõe insuficiência de leitos em Porto Alegre

31/01/2017 16:34

O Sindicato Médico do RS (SIMERS) alerta que o fechamento da emergência do Hospital Conceição, nesta terça-feira (31), em Porto Alegre, expõe de forma dramática a insuficiência de leitos e estrutura de hospitais para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O setor foi fechado devido à superlotação. O local mantinha, no fim da manhã, 153 pacientes internados para 64 leitos (ocupação 140% acima da capacidade), adverte o SIMERS.  Doentes de diversas idades e problemas de saúde se amontoavam no serviço, colocados em bancos e cadeiras nos corredores. Para dormir à noite, muitos são instalados em cobertores no chão.
Pacientes ficam em corredores em cadeiras e no chão por falta de leitos na sala verde (Divulgação SIMERS)
Pacientes ficam em corredores e dormem no chão. (Foto não é de 31/1/2017)
A superlotação é tanta que os profissionais têm dificuldades de se movimentar no corredor para poder prestar o atendimento, descreve a direção do Sindicato. As pessoas fazem as refeições de forma precária. Há muito pacientes com mais de 70 anos. O levantamento do SIMERS sobre as demais emergências do SUS mostra que o Hospital de Clínicas somava 78 pacientes para 41 vagas, 90% acima da capacidade, no começo da tarde.  Desde que a unidade foi fechada, em novembro de 2016, para uma limpeza no sistema de ar, o Clínicas adotou maior restrição para receber um número de pacientes muito acima do que a estrutura comporta. Os dirigentes do Sindicato Médico apontam que o quadro se agravou recentemente porque a Capital perdeu 132 leitos hospitalares pelo SUS em dois anos (novembro de 2014 e novembro de 2016). Foram fechados 161 leitos clínicos (que são muito demandados para dar conta dos casos que predominam nas emergências) neste mesmo período."Há uma insuficiência geral do sistema em Porto Alegre, demonstrada pelas cenas que lembram hospitais de guerra", alerta a entidade.
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