A Luta

Crise transforma clínicas populares em alternativa para pacientes

14/04/2016 11:56

As clínicas médicas com consultas a preços populares têm se tornado uma alternativa para aqueles que não têm condições de pagar por um plano de saúde e também não podem esperar por meses, ou em alguns casos até anos, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Este cenário é resultado do contingenciamento de recursos para a saúde pública por parte do governo federal e a crise econômica instalada no país, que tem gerado recessão, desemprego e culminando até mesmo no cancelamento de planos de saúde. Com consultas que custam em média R$ 60, dependendo da especialidade, estes espaços ganham adesão de pacientes e também de médicos, que podem tratar uma parcela da população que ficaria sem atendimento ou enfrentaria uma longa fila de espera sem esta opção. De acordo com um médico consultado pelo Sindicato Médico do RS (SIMERS), o atendimento nas clínicas populares é vantajoso para os profissionais e população. Entre as facilidades estão agilidade na marcação de consultas, tempo de espera nulo ou inexistente, valor acessível e desburocratização do processo, que inclui até mesmo o pagamento dos especialistas. Para a professora Josiane Antunes, de Cachoeirinha, que frequentemente precisa consultar um oftalmologista, os locais são uma opção barata, rápida e eficiente. “Não tenho como arcar com um convênio, que custa mais de R$ 200 por mês, então é mais fácil ir nas clínicas. Consulto este especialista uma ou duas vezes por ano”, conta. A dona de casa Geni Pinheiro, moradora de Viamão, tenta há um mês agendar consulta com cardiologista pelo SUS. Sem conseguir a marcação através do telefone indicado no posto de saúde, ela recorreu a uma clínica popular para assegurar seu tratamento. Com um grave problema que atinge seu coração, ela optou por pagar os R$ 45 da consulta ao esperar por tempo indeterminado no sistema público.
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