A Luta

Cirurgia plástica reparadora é gratuita via SUS

31/03/2016 14:38

surgery-688380_1920 Muitas pessoas procuram o Sistema Único de Saúde para realizar algum tipo de cirurgia plástica. Mas saiba que o primeiro passo pra você conseguir qualquer procedimento via SUS é procurar o posto de saúde mais próximo da sua casa. Após a consulta o médico encaminhará o paciente para a especialidade adequada. No caso da cirurgia plástica, o SUS autoriza operações reparadoras, não estéticas conforme explica Eduardo Chem, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e diretor do Banco de Pele do hospital Santa Casa. “Existem vários procedimentos que deixam dúvidas se são cirurgias estéticas ou reparadoras. Uma pessoa do sexo feminino que tem uma mama muito grande acarretando problema de coluna, por exemplo, é autorizada pelo sistema a reduzir a mama. Um paciente que fez redução gástrica e perdeu 40 Kg também poderá fazer a plástica de abdômen e a cirurgia mamária para a retirada da pele que ficou sobrando devido a redução de peso. Outro caso como um paciente que teve câncer de mama, fez uma reconstrução e ficou assimétrico. Tem que fazer a cirurgia estética oriunda do câncer, nesse caso o SUS autoriza também. Ou ainda a criança em idade escolar que tem orelha de abano. Ela sofre um dano psicológico devido ao bullying.” O caráter universal do SUS traz o direito implícito do acesso a cirurgias reparadoras e reconstrutivas quando estas possibilitam a recuperação da saúde integral do cidadão, para além da finalidade apenas estética. Em hospital-escola como a Santa Casa de Porto Alegre, cirurgias do SUS fazem parte da formação dos residentes. Alguns procedimentos são autorizados para o aprendizado destes médicos sempre mediante a supervisão de um cirurgião mais experiente. “A fila de espera para essas cirurgias via sistema é enorme como em qualquer outra especialidade. Os maiores pedidos são plástica de mama e abdômen. Na nossa equipe sempre tem prioridade os casos oncológicos, reconstrução após câncer de mama e traumas onde existe lesão vascular que precisa de um tratamento muito mais rápido,” destaca Chem que comanda uma equipe de 15 instrutores e 6 residentes.
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