A Luta

SIMERS cobra ação de segurança no PA da Bom Jesus, em Porto Alegre

26/04/2017 18:00

Foto: Divulgação/SIMERS
Foto: Divulgação/SIMERS
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e a Secretaria de Segurança Pública de Porto Alegre voltaram a se reunir na quarta-feira (26) para discutir ações de segurança no entorno do Pronto Atendimento (PA) da Bom Jesus, na Capital. O PA deverá se tornar modelo em segurança para o município. A expectativa é fruto de um trabalho liderado pelo SIMERS, em parceria com a secretaria municipal de Segurança. Recentemente, o Sindicato e a secretaria criaram um grupo de trabalho para discutir a segurança nas unidades de saúde de Porto Alegre. Durante o encontro, que teve a participação de diversas entidades, no Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (CEIC), foi apresentado o Plano de Acesso Mais Seguro, ou seja, um plano detalhado mostrando como os funcionários devem agir em situação de emergência. Se posto em prática, o projeto piloto, a ser implantado no PA da Bom Jesus, será um dos primeiros no Brasil. "Vamos desenvolver um protocolo de ações para emergências”, destacou o secretário Kleber Senisse. O diretor do SIMERS Fabio Gatti considerou positivo o encontro. Segundo os participantes, serviu para identificar os problemas e soluções em casos de arrombamentos e atos de vandalismo na unidade. Entenda o caso Em março, foi constituído um Grupo de Trabalho para definir ações efetivas de segurança nos postos de saúde da Capital. Na oportunidade, o secretário da pasta, Kleber Senisse, tomou conhecimento da luta constante do SIMERS contra a violência em estabelecimentos de saúde. Dados mostram que a Capital já registra oito episódios de insegurança somente neste ano. Levantamento da entidade mostra que o município é o mais atingido pela violência nas imediações de unidades de saúde no Estado. Desde 2014, já são 48 casos. Na Bom Jesus, por exemplo, um tiroteio no final do mês de fevereiro atingiu uma das janelas do PA. Por conta do episódio, a unidade permaneceu fechada por mais de 12 horas. A situação reflete a vulnerabilidade da sociedade e também dos profissionais de saúde, inclusive médicos que são obrigados a atender feridos de confrontos em áreas comandadas pelo tráfico de drogas. Senisse reiterou que o Executivo vem atuando para atender os pleitos do Sindicato – listados em documento entregue ao titular da Segurança. Entre eles, está a integração das câmeras de videomonitoramento e a ampliação do efetivo da Guarda Municipal de Porto Alegre.
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