Simers e Simerg questionam responsabilidades em curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da FURG
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Simers e Simerg questionam responsabilidades em curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da FURG

Entidades médicas pedem esclarecimentos sobre atribuições profissionais, ato médico e impacto na formação de residentes durante reunião com a universidade

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23/06/2026 15:41

Divulgação: Amália Ceola - ASCOM Simers / Foto: FURG

A diretora do Interior do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Débora do Espírito Santo, e o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande (Simerg), Sandro Oliveira, participaram, nesta terça-feira (23), de uma reunião virtual com representantes da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) para discutir a implantação do curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica, que será oferecido pela instituição em parceria com o Ministério da Saúde.

Participaram do encontro o gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário, Rodrigo Terlan, a chefe da Unidade da Mulher, Tânia Fonseca,  a chefe da Divisão Médica, Kamylla Schmalfuss Schaidhauer e as assessorias jurídica e de relações governamentais do Simers.

Durante a reunião, Simers e Simerg manifestaram preocupação em relação às responsabilidades legais e técnicas decorrentes da atuação dos profissionais em formação, especialmente no que se refere ao ato médico. Entre os principais questionamentos apresentados pelas entidades estão quem será o responsável pela assinatura e pela condução dos procedimentos realizados pelos alunos da especialização, bem como quem responderá legalmente em casos de intercorrências.

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Outro ponto levantado diz respeito à dinâmica de atendimento dentro do Hospital Universitário da FURG (HU-FURG), especialmente quanto à divisão dos procedimentos obstétricos entre médicos residentes e enfermeiros em especialização. As entidades também solicitaram esclarecimentos sobre a realização da triagem das pacientes e o fluxo de atendimento adotado durante a formação prática.

O departamento jurídico do Simers encaminhou uma série de questionamentos formais à direção da universidade e aguarda retorno. Após o recebimento das respostas, a entidade também deverá analisar as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de avaliar os aspectos legais e regulatórios relacionados à iniciativa.

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