O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) realizou uma série de agendas em Rio Grande, no Sul do Estado, nesta quinta-feira, 26. Entre as principais pautas do Sindicato no ano, a Santa Casa da cidade foi o foco de duas das reuniões, uma no Hospital e outra no Executivo municipal.
A comitiva do Sindicato foi comandada pelo presidente, Marcelo Matias, e pelo vice-presidente, Felipe Vasconcelos. Também participaram das visitas a diretora e coordenadora do Núcleo de Ginecologia Obstetrícia do Simers, Débora Espírito Santo, e o diretor da Região Central, Marcos André dos Santos, além das assessorias jurídica e de relações governamentais do Sindicato e o presidente do Sindicato Médico de Rio Grande (Simerg), Sandro Gonçalves de Oliveira.
O primeiro local foi a Santa Casa, onde o Simers foi recebido pelo presidente Renato Aldair Menezes da Silveira. Durante a visita, foi confirmada a informação pública sobre a rescisão de contratos de médicos em diversas especialidades, com aviso prévio de 30 dias.
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O presidente do Sindicato demonstrou preocupação com o futuro dos atendimentos no Hospital. “A crise do hospital passa por questões antigas. O que acontece é que, se não houver mais recursos do Sistema Único de Saúde, isso vale para o município, para o Governo do Estado e para o Governo Federal, nós temos uma perspectiva muito ruim para a saúde da cidade”, comentou o presidente Marcelo Matias.
Durante a reunião, o Simers levou os questionamentos da categoria, levantados em uma série de assembleias conduzidas pela entidade, e manteve aberta a possibilidade de diálogo para que a categoria tenha possibilidades de atuação e o atendimento da população não seja comprometido.
Diálogo com a prefeitura
Em busca de apoio na luta pela sobrevivência da Santa Casa de Rio Grande, o presidente e a comitiva do Simers reuniram-se com a prefeita Darlene Pereira e a secretária de Saúde, Juliana Acosta. Ao discutir a situação, o presidente expôs um panorama de subfinanciamento generalizado em busca da possibilidade de um financiamento municipal para a Santa Casa. O presidente reconheceu que boa parte dos municípios está sobrecarregada, gastando acima do piso de 15% previsto legalmente.
“O Governo do Estado, como é público e notório, tem um pacto feito com a Procuradoria Geral do Estado para que ele não pague os 12% devidos aos hospitais e fez um acordo para cumprir isso em 2030. Portanto, hoje faltam recursos estaduais”, sublinhou o presidente.
Na reunião, a prefeitura disse ao Sindicato que vem fazendo repasse de 21% ao hospital mesmo sem ter sua gestão plena. Também informou que, embora não seja de sua alçada custear a manutenção total da Santa Casa, o Executivo fez um repasse para a recomposição do valor que não havia sido concedido nos últimos quatro anos.
Também foi debatida a atenção básica. O presidente afirmou que o Sindicato continuará lutando pela manutenção da Santa Casa em todas as esferas, sejam estaduais, federais e também municipais.
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