A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Hospital Montenegro (HM) começou a ouvir depoimentos nesta quinta-feira, 26. A instituição vive, há anos, uma crise financeira que vem prejudicando a assistência à população. Nessa primeira audiência, falaram o diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) Vinícius Conejo e a secretária municipal de Saúde, Andréa da Costa.
No início da sessão, o presidente da CPI, Gustavo Oliveira, salientou que o objetivo da comissão da Câmara de Vereadores de Montenegro é buscar transparência no uso de recursos públicos e apurar os motivos que levaram ao fechamento do centro obstétrico (CO) e aos atrasos nos pagamentos dos profissionais.
Em seu depoimento, Conejo explicou sobre a rotina do hospital e como a falta de insumos e o atraso dos honorários médicos, contratados como Pessoa Jurídica, comprometeram a assistência aos pacientes em diversas ocasiões. Relatou, ainda, que fez denúncias ao Cremers e ao Ministério Público.
Conejo prestou serviços no HM por três anos, entre 2022 e 2025, atuando no centro obstétrico. Contou que os problemas de pagamento iniciaram em 2023 e que há profissionais com valores pendentes entre novembro de 2024 e maio de 2025 no CO. Há atrasos também em outras especialidades. Segundo ele, diante desse cenário, muitos deixaram a instituição.
Ele reforçou à CPI que o centro obstétrico foi fechado exclusivamente por iniciativa da direção do HM, que não conseguiu profissionais suficientes para compor as escalas. “Os outros obstetras que seguiam trabalhando, apesar dos atrasos dos honorários, não tinham como preencher todos os turnos. A nossa maior luta é restabelecer o funcionamento dos serviços. Tudo o que vem ocorrendo é consequência direta do fato de o hospital não honrar os pagamentos”, afirmou ao encerrar o depoimento.
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A assessoria jurídica do Simers participou da sessão e também contribuiu com esclarecimentos. Informou que diversos médicos encaminharam ações judiciais cobrando os honorários não pagos pelo hospital e que o Sindicato procurou a mantenedora para negociar, no ano passado, mas não houve diálogo.
O Simers vai acompanhar os desdobramentos da CPI e seguirá atuando para que os médicos o hospital quite as dívidas com os profissionais.
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