
Nesta quinta-feira, 24, a conselheira do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) Lúcia Osório, acompanhada das assessorias jurídica e de relações governamentais da entidade, participou de uma visita institucional ao Centro Municipal de Saúde Rosa Maria Oliboni Luiz, em Minas do Leão, na Região Carbonífera. No local, a equipe foi recebida pela secretária municipal de Saúde, Cristiane Schwantes, para dialogar sobre as condições de trabalho dos médicos que atuam na cidade.
A secretária explicou que, apesar do cadastro como Unidade Básica de Saúde (UBS), o Centro Municipal também atende casos de emergência. Em funcionamento há cerca de dois meses, o novo prédio conta com equipamentos modernos e recepção dividida entre pacientes da Estratégia Saúde da Família e da Emergência. A cidade, que tem uma população de 7,5 mil pessoas, conta com três UBSs.
No último mês, foram registrados 2.462 atendimentos (sendo 197 vindos da cidade de Butiá). A gestora comentou sobre os desafios do custeio e do fluxo de atendimento regional. Como não há repasse financeiro regular vindo de outros municípios, a unidade assume os custos sem essa receita externa, sendo São Jerônimo a referência regional para atendimentos e encaminhamentos de maior complexidade.
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Conforme a secretária, há cerca de um mês teve início o atendimento com novos especialistas nas áreas de ginecologia, pediatria e psiquiatria. Anteriormente, esses profissionais eram contratados por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS), mas acabaram se exonerando ou saindo dos cargos. Diante da saída dos médicos do PSS, o município optou pela contratação de especialistas terceirizados por meio da empresa privada Vital Centro Clínico. Segundo a gestão, até o momento, a avaliação da terceirizada é positiva.
De acordo com a secretária, o município não possui um coordenador médico no momento, mas está avaliando a possibilidade de nomear um profissional já contratado ou chamar outro do PSS para assumir essa função e ajustar a escala de trabalho. Outro tema abordado foi a implementação de controle de ponto e os custos de transporte de pacientes em ambulâncias para centros regionais como São Jerônimo e Porto Alegre.
Em razão de mudanças no mercado de trabalho, a gestora municipal relatou carência de médicos especialistas, como nefrologistas e pediatras. Para contornar a escassez de profissionais e a alta demanda, a gestora explicou que o município estruturou uma logística ativa de transporte de pacientes em ambulâncias e veículos próprios para exames em centros regionais, alcançando marcos como a zeragem da fila de mamografias. Além disso, outra meta do município é a contratação de profissionais de fonoaudiologia para 30 horas semanais.
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