Simers aciona entidades e órgãos públicos em caráter de urgência sobre colapso no Hospital Universitário de Canoas
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Simers aciona entidades e órgãos públicos em caráter de urgência sobre colapso no Hospital Universitário de Canoas

Também na manhã deste sábado, dia 13, o Sindicato assegurou o cumprimento da decisão liminar proferida pelo juízo da 2ª Vara Cível com ressalvas e expôs a sucessiva falta de preceptores na instituição

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14/02/2026 14:03

Na manhã deste sábado, dia13, o Sindicato acionou, em caráter de urgência, Cremers, Ministério Público, Secretarias da Saúde Estadual e de Canoas e prefeitura do município sobre a grave situação do HU de Canoas. O ofício requereu urgência de atuação para o colapso assistencial na instituição, citando a inexistência de escala de Cirurgia Pediátrica desde o dia 10 de fevereiro, não havendo substituições formalmente confirmadas para a especialidade.

Também foi protocolada uma petição de cumprimento com ressalvas técnicas para uma liminar da 2ª Vara Cível de Canoas, a respeito da paralisação dos residentes, iniciada no dia 29 de janeiro. A primeira delas é de que as escalas são de responsabilidade da coordenação dos cursos de residência, e não do Sindicato, como citado na medida que exige um contingente mínimo de residentes. A segunda, trata do imperativo de que os trabalhos serão cumpridos obrigatoriamente com a presença de um preceptor – esta ausência é uma das principais causas que levaram ao movimento.

A ação foi proposta pela Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora da instituição pertencente ao Município.

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Há relatos de que muitas áreas estão com falta de profissionais com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) para o feriado de Carnaval, o que expõe os residentes a situações de linha de frente sem o acompanhamento devido. 

“Manter o serviço pressupõe a presença de um titular na escala. Não é do médico em formação a responsabilidade pela assistência de um hospital. O residente está sendo tratado como o responsável por um problema muito maior e mais antigo, que é o Hospital Universitário não ter suas escalas preenchidas por falta de pagamentos dos seus profissionais”, ressaltou o presidente do Simers, Marcelo Matias.

A medida judicial não declara a nulidade da greve e, ao citar o movimento, destaca que “não se pode ignorar as alegações apresentadas pelo Sindicato para justificar a paralisação”, citando um ofício do Simers que elenca uma série de problemas estruturais e de gestão que comprometem a formação dos residentes e a própria segurança dos pacientes.

O Simers vem atuando nos últimos meses para alertar o funcionamento falimentar da instituição, com falhas nas escalas médicas por falta de pagamentos, preceptores que garantam a continuidade dos programas de residência, bem como a falta de equipamentos e insumos.  E seguirá acompanhando o movimento dos residentes até que as reinvindicações sejam atendidas.

 

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Tags: Hospital Universitário HU Canoas Residentes Núcleo Médico Jovem (NMJ) Região Metropolitana

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