A Luta

Simers cobra posição sobre remuneração dos médicos após aprovação do IPE-Saúde

14/03/2018 15:01

Após a aprovação dos projetos que tratam das mudanças do IPE-Saúde na Assembleia Legislativa na terça-feira (13), o Simers questiona a falta de discussão e cobra o esclarecimento de pontos fundamentais das propostas. Entre eles, a remuneração dos médicos. Embora uma das emendas aprovadas estipule as regras para reajuste dentro do período de dois anos, não atende ao pleito do Simers e da categoria médica de correção imediata devido a defasagem da atual tabela de honorários médicos. Há quase sete anos, os médicos não recebem qualquer reajuste do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (Ipergs). No entanto, a receita do órgão tem crescido. De 2011 a 2016, chegou a 54%. O próprio presidente do Ipergs, Otomar Vivian, concorda com a defesa do Simers por reajuste do valor das consultas médicas. Em entrevista à Rádio Gaúcha, ontem, ele admitiu que “remunerar um médico com a responsabilidade de um diagnóstico, tratando da vida de um ser humano, por apenas 47 reais, não é condigno”. Apesar do depoimento, nenhuma medida a favor da correção dos valores foi efetivada pela gestão de Vivian. O Simers destaca também a necessidade de melhorias nas condições de trabalho dos prestadores de serviços, que não estão previstas nos projetos. A questão é crucial, especialmente em função do potencial acréscimo de público ao permitir o ingresso de outras categorias profissionais ao plano que atualmente atende mais de 1 milhão de beneficiários.

Reestruturação ou desmonte?

Desde que foi anunciada a reestruturação do Ipergs, o Simers defende a ampliação do debate acerca dos projetos que promovem um importante impacto na vida dos gaúchos e que não tiveram as discussões necessárias por parte do governo. As principais preocupações da entidade são com a desfiguração do plano de saúde e os visíveis problemas de gestão verificados nos últimos anos.  “No final, tivemos uma grande encenação com poucos resultados. A divisão do IPE em duas autarquias era absolutamente desnecessária, por que ele já estava dividido em duas secretarias não comunicantes, uma da previdência e outra da saúde. Essa divisão serve apenas para criar mais um cargo de presidente, um cargo de diretor financeiro, um cargo de diretor administrativo, etc. e satisfazer mais partidos”, declara o presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes.        
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