
Fotos: Cássia Oliveira/ASCOM Simers
O Núcleo de Medicina do Tráfego do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) realizou nesta segunda-feira, 21, reunião com o presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do RS (SindiCFC-RS), Vilnei Sessim. O objetivo foi levar ao conhecimento de Sessim as ações realizadas pelo Simers em prol da categoria e propor a união das entidades sindicais em sua pauta convergente.
Vice-presidente do Simers, Felipe Vasconcelos destacou a união dos dois sindicatos na pauta que interessa aos médicos, aos CFCs e à sociedade, já que busca oferecer maior segurança no trânsito. “O Sindicato Médico do RS está atuando firmemente nesse tema, já fizemos uma série de reuniões com entidades e setores do governo e seguiremos lutando. Nós e o SindiCFC-RS podemos unir forças. Seremos mais fortes atuando juntos. E assim conseguiremos que o médico tenha condições de atender melhor e o CFC de prestar seu serviço”, defendeu Felipe Vasconcelos.
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Nos últimos meses, o Simers teve agendas com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RS) e com a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) para discussão sobre as recentes alterações no Código de Trânsito Brasileiro e as novas regulamentações da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A categoria também esteve reunida em Assembleia Geral Extraordinária, na qual foi aprovada a manutenção do modelo de atuação no RS.
Desde as mudanças ocorridas a partir do final de 2025 nos processos para obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o Simers atua em sincronia com outras entidades médicas para garantir a manutenção da especialidade e dos exames médicos. As possíveis alterações no modelo de atendimento geram insegurança aos profissionais e com presumível impacto negativo na sociedade, plenamente adaptada ao modelo atual. O coordenador do Núcleo de Medicina do Tráfego, Eduardo Boger, salientou que o Simers se preocupa com o médico que atua na ponta, fazendo a perícia, e pode ser prejudicado em um modelo diferente do praticado no RS.
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No Rio Grande do Sul, os profissionais têm um modelo específico, no qual o médico atua no Centro de Formação de Condutores (CFC) e as mudanças nesse cenário preocupam a categoria. “A clínica existente em outros estados nem sempre é de um médico, podendo ser de um empresário que o contrata. E o médico pode receber um valor ainda inferior ao praticado em nosso Estado. Além disso, o excesso de profissionais em consultórios pode tornar o trabalho insustentável, já que o número de exames é componente essencial para o pilar financeiro e a manutenção da viabilidade da especialidade”, diz Boger.
Além de Felipe Vasconcelos e Eduardo Boger, representaram o Simers na agenda o também integrante do núcleo Rafael Rizzatto Uberti, e as assessorias jurídica e de relações governamentais.
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