A troca de gestão em 67 unidades básicas de saúde (UBS) de Porto Alegre esteve em debate na Câmara Municipal na noite desta terça-feira, 10. A plenária teve participação do Núcleo de Atenção Primária do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, representantes de entidades de outras categorias, além de funcionários dos locais afetados.
O coordenador do Núcleo, Alexandre Santos Silveira, explicou que a manutenção das equipes e da remuneração foi solicitada ao secretário de Saúde, Fernando Ritter. “Desde que surgiram as primeiras informações sobre o rompimento dos contratos da Santa Casa e do Divina Providência, o Simers vem tomando providências. O impacato da possível redução dos salários nos preocupa muito. Vamos, novamente, nos reunir com o Ritter e também estamos solicitando encontro com a direção do IAG (vencedor da licitação)”, afirmou.

“Essa precarização é um absurdo. Temos que repensar como a gestão pública está tratando o atendimento de saúde da população. E a comunidade tem de ser conscientizada de que a assistência corre risco”, alertou a diretora do Simers, Valerie Kreutz, também integrante do Núcleo de Atenção Primária. Outros componentes do grupo e conselheiros do Sindicato, Éder Berg e Cristiane Ribas, acompanharam a plenária.

O Simers seguirá acompanhando a situação e tomando as medidas cabíveis para evitar que as condições de trabalho e a assistência à comunidade sejam colocadas em risco.
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