O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, falou na tribuna da Comissão de Saúde (Cosde) da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo sobre a agressão a médico da UPA por um agente da Guarda Municipal (GM). A audiência ocorreu nesta segunda-feira, 27. O profissional foi imobilizado e algemado na noite de 26 de março, sob a pretensa acusação de desacato.
Matias deu um breve relato do que aconteceu naquele dia, superlotação, um médico a menos na equipe por estar de atestado, aumentando a espera por atendimento e a solicitação para que o GM fosse prestar auxílio, o que ele negou inicialmente. Isso gerou questionamentos por parte dos médicos, a tensão evoluiu e resultou na detenção do médico, causando apreensão entre a equipe.
O presidente do Simers enfatizou que o problema não está na Guarda Municipal, mas na atuação de um integrantes: “Justamente por isso, estamos pedindo uma sindicância e um processo administrativo para entender por que o agente, em vez de reduzir o tumulto, aumentou o tumulto. A função da Guarda Municipal não é julgar o atendimento. É garantir a segurança.”
Para Matias, o clima de animosidade nas unidades de saúde também é insuflado pela atuação do vereador Joelson de Araújo, que expõe médicos e pacientes. O parlamentar é relator da Comissão. “É a busca de likes. Todas as políticas têm que ser avaliadas pelos resultados. E o resultado dos vídeos na rede social tem provado trazer muito mais uma dificuldade de atendimento do que uma melhoria. Esse trabalho, no lugar de produzir algo positivo à população, resultou em um ambiente ruim de trabalho e desassistência. É muito fácil caçar like em cima do sofrimento das pessoas”, enfatizou.
Matias também explicou como funcionam os plantões médicos e foi questionado pelo vereador Joelson sobre o papel do Sindicato. Explicou que o Simers não exerce a fiscalização das unidades de saúde e sim o Cremers. Falou ainda que é necessário conhecer sobre o funcionamento do sistema, dos protocolos de classificação de risco e dos fluxos de atendimento.
O diretor da GM, Emerson Edinei Lopes, defendeu o trabalho da corporação. A vereadora Luciana Martins, integrante da Comissão de Direitos Humanos, propôs uma audiência conjunta para debater protocolos para casos de conflitos.
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