Dando continuidade à ação no Interior, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) realizou, nesta quarta-feira, 29, visitas a unidades de Atenção Primária em Santa Maria. A agenda foi conduzida pela conselheira Denise Affonso, com o objetivo de ouvir médicos e verificar as condições de trabalho na rede básica.
Foram visitadas as unidades CSU Maria de Nardin, ESF Alto da Boa Vista – Eder Ponpéo, UBS Floriano Rocha, ESF Parque Pinheiro, UBS Ruben Noal, ESF Victor Hoffman, ESF São Carlos e ESF Santos. Já as unidades ESF São José e ESF São Erasmo Crossetti estavam fechadas no momento da visita.
Entre os principais problemas identificados estão infraestrutura precarizada, ausência de coordenadores em diversas unidades, sobrecarga de profissionais e episódios de violência contra as equipes.
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No CSU Maria de Nardin, foram relatados consultórios sem dimensionamento adequado e sem ventilação, além de registros de violência patrimonial e verbal. Situação semelhante ocorre na UBS Floriano Rocha, que também apresenta vazamentos hidráulicos e no telhado, além de recorrências de agressões verbais e físicas.
A falta de segurança é outro ponto recorrente. Em unidades como a ESF Parque Pinheiro, não há vigilância ou controle de acesso por porteiro, enquanto outras só contam com câmeras de monitoramento. Também foram apontadas dificuldades relacionadas ao sistema Gercon.
A sobrecarga das equipes e o déficit de profissionais impactam diretamente o atendimento. Na ESF Victor Hoffman, com cerca de 9 mil pessoas cadastradas, médicos relataram alta demanda. Já na ESF Santos, que atende aproximadamente 6 mil moradores, há apenas um médico, que também aponta condições precárias de infraestrutura, com infiltrações e falta de acessibilidade. Na UBS Ruben Noal e na ESF São Carlos, os relatos indicam necessidade de ampliação das equipes e aumento no número de agentes comunitários.
Apesar dos desafios, a ESF Alto da Boa Vista – Eder Ponpéo apresenta boas condições estruturais, por ser uma unidade inaugurada em 2023. No local, há monitoramento por câmeras com sistema de vigilância privada, embora não haja presença física de vigilantes. Ainda assim, foram apontadas questões como baixo salário base para carga horária de 40 horas e ausência de coordenação.
Com base nos relatos, o Sindicato deverá levar as demandas aos gestores municipais, buscando soluções para os problemas estruturais, de segurança e de pessoal identificados nas unidades.
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