“Por mais que seja tardia, é importante a resposta que o Ministério da Educação está dando, frente aos resultados pífios que o Enamed teve em algumas faculdades”, avalia o presidente do Sindicato Médicos do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, sobre as sanções publicadas pelo MEC nesta terça-feira, 17, no Diário Oficial da União. “Nós precisamos ter a punição para que haja o interesse dessas instituições de investir na docência, na condição de ensino e, dessa forma, na assistência da população, que é o único objetivo da existência da Medicina e dos médicos”, completa.
As portarias impôem medidas cautelares a instituições, que obtiveram notas 1 e 2 no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Entre as sanções, estão a proibição de abertura de vagas, redução no ingresso de novos alunos e suspensão da possibilidade de celebrar contratos de Financiamento Estudantil (Fies). Na lista, aparece a Faculdade Attitus de Educação Passo Fundo.
Uma das portarias inclui quatro universidades federais que ficarão sob supervisão. Apenas a do Pará também enfrentará sanções.
O resultado da primeira edição do Enamed foi publicado neste ano. Dos 350 cursos, 107 tiveram notas 1 e 2 consideradas insuficientes e passíveis de processos de supervisão e sanções por parte do governo federal.
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“O Simers está participando do processo que diz respeito às consequências dos resultados do exame, justamente para garantir um bom ensino, que é o foco primordial do Sindicato e da Medicina”, finaliza Matias. O Sindicato também ingressou com pedido para atuar em ação movida pela Associação Nacional de Universidades Particulares, para que essa entidade não obtenha êxito na tentativa de impedir sanções às faculdades com desempenho insatisfatório.
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