O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) foi a Canoas nesta quarta-feira, 28, para reuniões com a direção do Hospital Universitário (HU) e da Associação Educacional Luterana do Brasil (Aelbra), mantenedora da Ulbra. A paralisação dos residentes, a partir desta quinta-feira, 29, foi um dos temas tratados nos dois encontros. O presidente do Simers, Marcelo Matias, cobrou da Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora do hospital, o pagamento dos médicos e melhores condições para os programas de residência.
“Os problemas que o HU vem enfrentando hoje são reflexos do atraso dos honorários médicos. Muitos acabaram saindo, e a ASM não consegue compor as escalas e manter os preceptores e anestesistas, o que inviabiliza os programas de residência como o da cirurgia geral”, enfatizou Matias. O presidente do Simers listou uma série de irregularidades que vêm ocorrendo em diversos setores do hospital, como médicos sem registro de especialista, profissionais tendo que sair da UTI para atender pacientes em outras áreas. Deu como exemplo a UTI Neonatal, que opera com escala insuficiente. Nesta tarde, havia apenas um profissional que também tinha de atender sala de parto.
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Matias salientou que alguns programas só estão funcionando porque os professores e residentes estão levando seus equipamentos e comprando materiais. A cirurgia geral é considerado o pior local para a formação dos especialistas, tanto que o Simers solicitou o fechamento do programa.
A direção do HU informou que está redimensionando a estrutura para se adequar ao novo Plano Operativo e que irá rever as condições de trabalho e remontar as equipes do corpo clínico. Com isso, pretende apresentar um planejamento para pagar os valores em atraso. Quanto às reivindicações dos residentes, prometeram buscar meios para viabilizar os programas
AELBRA
No final da tarde, Matias e o coordenador do Núcleo Médico Jovem do Simers, Vinícius Conejo, reuniram-se com o superintendente de Relações Institucionais e de Comunicação da AELBRA, Ruy Irigaray, para tratar da greve dos residentes. Ele ouviu com preocupação os relatos sobre as condições as quais os residentes estão sendo submetidos e deu total apoio à paralisação.
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