Os sindicatos Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e dos Médicos de Novo Hamburgo (SindiMed) se reuniram com a categoria que atua nas unidades de saúde pela Fundação de Saúde (FSNH) e com a direção técnica da instituição, na noite desta quarta-feira, 1º de abril. No encontro, com a presença da diretora do Simers Débora Espírito Santo e do presidente do SindMed, Kleber Fisch, foram debatidas medidas tomadas após a agressão de um guarda municipal a médico da UPA Centro, em 26 de março. Após discussão, alegando desacato, o agente usou a força para levar o profissional preso. O médico fraturou três costelas.
A assessoria jurídica do Simers elencou as diversas ações tomadas e o auxílio prestado ao profissional. Há providências ainda junto à FSNH, Secretaria Municipal de Saúde, Ministério Público e outras instâncias. Outras medidas ainda estão sendo implementadas.
A Fundação abriu sindicância para averiguar o ocorrido e foi pedido à Guarda Municipal a abertura de um processo de apuração. A FSNH e a SMS anunciaram a ampliação do atendimento em unidades básicas para desafogar a demanda nas UPAs. Também está sendo selecionada empresa de segurança privada para atuar nos Pronto Atendimentos e no Hospital Geral.
“É inconcebível que os médicos fiquem expostos à violência. Estamos acompanhando se a ampliação dos horários em outras unidades de saúde vai ser efetiva para distensionar os atendimentos”, afirmou Débora.
A entrada recorrente de um vereador nas UPAs e no hospital também esteve em discussão. O responsável técnico hospitalar da FSNH, Ricardo André Rodrigues da Rosa, explicou que estão sendo estudadas ações para evitar que pessoas entrem nos locais sem autorização e acompanhamento, além de protocolos de atendimento. O diretor esclareceu que a instituição assinou um aditivo no contrato da segurança privada, prevendo a instalação do botão do pânico.
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Os médicos fizeram diversos pedidos para melhoria da assistência aos pacientes, como materiais e equipamentos. E cobraram o atraso no cumprimento de resolução do Conselho Federal de Medicina, que entrou em vigor no início de março, que estabelece garantias de segurança para os médicos em unidades de saúde.
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