.jpeg)
O diretor da Região Norte do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo R. da Luz, foi recebido na manhã desta quinta-feira, 20, pelo diretor-técnico do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Paulo Eduardo Donato, em Passo Fundo. Na agenda, o Sindicato buscou esclarecimentos e soluções para os honorários médicos que estão em atraso.
Também acompanharam a agenda as assessorias jurídica e de relações governamentais do Sindicato. Na reunião, o diretor do Simers frisou a preocupação e a repercussão de uma possível desassistência caso não haja uma resposta satisfatória aos profissionais quanto à regularização da questão. O Simers alertou que a insatisfação da categoria atingiu o limite, já que os atrasos em alguns períodos chegaram a atingir até seis meses, o que pode levar a paralisações de serviços, prejudicando o atendimento à população.
“Chegamos a um ponto em que os médicos já não estão mais conseguindo se dedicar somente aos atendimentos na instituição São Vicente de Paulo. Se não conseguirmos melhorias, pode acontecer da suspensão de serviços e perda de profissionais especializados, porque nenhuma profissão consegue trabalhar sem receber”, ressaltou o diretor do Simers, além de reforçar a necessidade de maiores transparência e aproximação da direção da instituição com os profissionais do corpo clínico.
LEIA MAIS
Regionalizado há 7 meses, hospital de Paraí recebe visita do Simers
A direção do hospital justificou a crise financeira da instituição com o contexto macroeconômico global e estadual, detalhando estratégias de refinanciamento, renegociação e recadastramento de médicos. Além disso, o diretor do HSVP esclareceu que equipamentos como os robôs cirúrgicos e o novo tomógrafo da instituição foram obtidos via doações ou financiamentos vinculados à própria produção, sem o uso de verbas destinadas à folha de pagamento.
Como principal saída estrutural, o HSVP aposta na aprovação de um projeto de lei voltado à alta complexidade que tramita em Brasília, projetado para injetar entre R$ 7 e R$ 8 milhões mensais no caixa. O Sindicato colocou-se à disposição para articular apoio político ao projeto, caso a instituição se comprometa em destinar a verba para a quitação dos proventos em atraso. Um ponto de convergência foi da necessidade de aproximação da direção da instituição com o corpo clínico. Ficou deliberado nova reunião marcada com a categoria para deliberar sobre o tema.
O Simers seguirá acompanhando os desdobramentos da demanda.
Simers: coragem para defender e gestão para avançar! Associe-se!
O Simers utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para melhorar a experiência de usuário. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.