Teve início nesta segunda-feira, 15, a restrição de atendimentos na Santa Casa de Bagé. A interrupção é de 100% nos ambulatórios destinados a atendimentos eletivos e de 100% das cirurgias eletivas. Estão mantidos os atendimentos de urgência e emergência.
Médicos que atuam na Santa Casa de Bagé têm até nove meses de atraso no pagamento das remunerações. O Estado prometeu aporte para pagamento do mês corrente dos médicos obstetras. Porém, as demais especialidades que atendem no hospital seguem sem pagamento de honorários.
“A Santa Casa de Bagé apresentou uma proposta que não envolvia garantias do pagamento. Ele estaria vinculado à possibilidade de emendas parlamentares, sem prazos definidos”, explica o diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) da Região Fronteira Oeste, Felipe Cunha. O Simers a analisou ainda na sexta-feira, 12, e apresentou uma resposta à proposta, que ainda não tem retorno. A instituição acumula dívidas que alcançam R$ 105 milhões.
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A decisão pela suspensão nos atendimentos ocorreu em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada pelo Simers segunda-feira, 8. Os médicos seguirão em assembleia permanente, podendo voltar a se reunir em nova AGE para a decisão de novas deliberações.
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