Operação Litoral chega ao Sul do RS e aponta carências na rede de saúde
Defesa

Operação Litoral chega ao Sul do RS e aponta carências na rede de saúde

Comitiva do Simers visitou unidades em Chuí e Santa Vitória do Palmar nesta quarta-feira (15)

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16/04/2026 15:10

Divulgação: ASCOM Simers 

A Operação Litoral, promovida pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), avançou para o Sul do Estado e realizou, nesta quarta-feira (15), visitas técnicas nos municípios de Chuí e Santa Vitória do Palmar. A iniciativa busca avaliar as condições de trabalho dos médicos e a estrutura da rede pública de saúde. A comitiva foi liderada pela conselheira Cristiane Ribas, acompanhada por equipes jurídica e de relações governamentais.

Chuí: cobertura limitada e escassez de profissionais

No Chuí, a agenda começou pela UBS Centro de Saúde, que atende cerca de 6,5 mil pessoas, incluindo moradores, turistas e estrangeiros, em função da proximidade com o Uruguai. Embora funcione 24 horas, a unidade conta com dois médicos clínicos, que alternam plantões noturnos de segunda a sexta-feira. Nos fins de semana, o atendimento fica restrito à equipe de enfermagem. Casos mais graves são encaminhados para Santa Vitória do Palmar, a cerca de 23 quilômetros. A estrutura dispõe de ambulância e oferta limitada de exames e medicamentos, com médicos contratados por meio de pessoa jurídica.

Na ESF I Hamilton Silvério Lima, também no município, a comitiva identificou escassez de profissionais. A unidade chegou a permanecer cerca de dois anos sem médico e, atualmente, conta com apenas uma profissional vinculada ao programa Mais Médicos, afastada temporariamente por questões gestacionais.


Santa Vitória do Palmar: estrutura e atendimento hospitalar

Em Santa Vitória do Palmar, a comitiva visitou a Santa Casa de Misericórdia, que atende uma população estimada em 35 mil pessoas. O hospital registra média de 100 a 120 atendimentos diários realizados por 22 médicos, entre plantonistas e especialistas.

A instituição não possui classificação de risco formal, operando com triagem dos pacientes. Casos de maior complexidade, especialmente nas áreas de cardiologia e traumatologia, são encaminhados para hospitais de Rio Grande e Pelotas.

Outras unidades do município, como as ESFs Antônio Francisco Plastina e Olido Leston, também apresentam limitações, incluindo falta de insumos, ausência de farmácia e cobertura restrita. Apesar disso, mantêm atendimentos básicos e a realização de visitas domiciliares à população.

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Tags: Medicina Médicos visita técnica

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