O Núcleo de Pediatria do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) se reuniu com equipes de dois hospitais na quinta-feira, 22. O primeiro encontro tratou sobre a possível saída de profissionais da PUC que atuam na UTI Pediátrica do Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), em Porto Alegre, entre outras demandas. Em seguida, a coordenadora do Núcleo, Valérie Kreutz, ouviu integrantes da UTI Neonatal e da Enfermaria Pediátrica do Hospital Universitário de Canoas (HU). Nesse local, o problema mais grave é a falta recorrente de profissionais nas escalas.
Nesta quinta-feira, a UTI Neo do HU estava com os 20 leitos ocupados e apenas um especialista. Pela RDC (resolução federal que especifica o número de médicos por leitos), deveria haver um plantonista e um rotineiro para cada dez leitos, além de um responsável técnico (RT). Não há RT. E, para piorar, esse único profissional ainda é chamado para atender na sala de parto (que deveria ter um pediatra) e pacientes internados em outra ala.
Na enfermaria, os atrasos nos pagamentos também comprometem as escalas e o setor funciona de modo intermitente. Não bastasse a insegurança de quando os honorários serão depositados, quem está de plantão vive a incerteza se vai haver ou não outra pessoa para o próximo turno. E vê a Medintegra, escalista designada pela ASM (gestora do HU), oferecendo o dobro do valor, à vista, para conseguir fechar os horários. Já o prazo de pagamento para quem é da escala é de 60 dias, o que também não é cumprido.
“São situações extremamente graves, que colocam o profissional em risco e também comprometem a assistência aos pacientes. O Simers enviará ofícios às empresas e também ao Cremers pedindo providências”, afirmou Valérie.
HMIPV
No Hospital Presidente Vargas, os pediatras estão preocupados com a possível saída de profissionais da PUC, que complementam as escalas dos médicos estatutários na UTI Pediátrica. A instituição pertence à Prefeitura de Porto Alegre. A equipe está aflita ainda com a retirada de profissionais de outras áreas. Há falta de enfermeiros e técnicos. Segundo os relatos, enfermeiras experientes foram realocadas na UTI Neo. Também não há mais fisioterapeuta no turno da noite.
Somado a isso, também há pressão para que o setor receba pacientes de outros hospitais, mesmo não havendo condições técnicas para o tratamento das doenças que possuem.
O Simers irá buscar esclarecimentos junto à direção do HMIPV.
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