O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) considera preocupante o teor de representação encaminhada ao Ministério Público (MPRS) pedindo a investigação de um contrato emergencial que o Estado vem mantendo desde 2018 para locar equipamentos para leitos de UTI.
Conforme o pedido feito à procuradoria, uma empresa foi contratada emergencialmente (com dispensa de licitação) por 12 meses. No entanto, termos aditivos prolongaram, por iguais períodos, a atuação até novembro de 2026. De acordo com o documento, o custo acumulado da locação teria chegado a aproximadamente R$ 390 milhões.
Os processos licitatórios iniciados para escolha de fornecedor que substituísse o contrato emergencial não resultaram em contratação. A denúncia apresentada ao MP veio à tona após reportagem da Jovem Pan.
O Simers defende a transparência do uso de recursos públicos e exige uma apuração minuciosa. A saúde não pode ser tratada com contratos emergenciais que se estendam por períodos tão prolongados. A sociedade, principalmente a que depende do SUS e vê o que parece ser um descaso de planejamento, espera uma resposta. E o Simers vai cobrar.
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