Os médicos que atuam no Pronto Atendimento da Cruzeiro do Sul (PACS), na zona sul de Porto Alegre, se reuniram com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), na noite desta quarta-feira, 29, para debater a contratação da nova empresa que irá administrar a unidade. Eles estão preocupados com a precarização das condições de trabalho.
O diretor Ricardo Pedrini Cruz e a coordenadora do Núcleo de Medicina de Emergência do Simers, Camila Toscan, ouviram o relato de uma profissional que atua há mais de dez anos no PACS. “As condições nunca foram tão ruins como agora”, afirmou ela, ao se referir às ofertas das empresas que estão concorrendo no pregão. Uma delas propôs o valor da hora quase 50% abaixo do que é pago hoje pela atual terceirizada.
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“Isso vai impactar na assistência à população, pois a empresa não irá conseguir profissionais para as escalas”, alertou Pedrini. Camila Toscan salientou que o tipo de atendimento oferecido no PACS é tão complexo quanto o de uma UPA, necessitando equipe especializada, e que as preocupações dos médicos serão levadas à Secretaria Municipal de Saúde.
O Simers está acompanhando o pregão eletrônico e irá tomar as medidas cabíveis. A atual empresa que administra o PACS seguirá até que a nova contratação seja efetivada.
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