Médicos da Atenção Básica de Porto Alegre realizam protesto contra redução salarial
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Médicos da Atenção Básica de Porto Alegre realizam protesto contra redução salarial

No mesmo momento, reunião de conciliação reuniu sindicatos, prefeitura, Santa Casa e Divina Providência no Tribunal Regional do Trabalho

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01/07/2026 13:59

Foto: Cássia Oliveira/Ascom Simers

Médicos e profissionais de outras categorias que atuam na Atenção Básica de Porto Alegre realizaram uma manifestação na frente do Centro Administrativo da Prefeitura no fim da tarde desta terça-feira, 30. A ação é parte da luta contra a redução salarial dos profissionais imposta pelo Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG), que deve assumir a gestão de 67 Unidades de Saúde (UBSs) de Porto Alegre, até o momento gerenciadas pela Santa Casa e o Divina Providência.

Além do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o ato contou com a participação de outras entidades sindicais. Durante a tarde a categoria médica já esteve mobilizada e houve o fechamento das agendas médicas para demandas eletivas, com a manutenção dos profissionais na unidade e atendimento de demandas espontâneas urgentes nas unidades gerenciadas pelo Divina Providência. Enquanto a  mobilização ocorria, representantes dos sindicatos e políticos foram recebidos por representantes da Administração Municipal.

Crédito: Pedro Piegas / PMPA

Quem aceitaria perder 30% do seu salário e seguir cumprindo o mesmo trabalho? É o que estão impondo aos médicos. A categoria demonstrou aqui sua indignação com o IAG e a prefeitura, que defende o contrato com o instituto. Seguiremos mobilizados e lutando contra esse ataque à Saúde Básica de Porto Alegre. Ainda nesta semana o Simers judicializará o assunto para derrubar a licitação”, disse o presidente do Simers, Marcelo Matias.

Audiência no TRT

No mesmo horário da manifestação, ocorreu uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho. A Prefeitura de Porto Alegre entrou com pedido para que o que ela chamou de greve fosse considerada ilegal.

Os representantes do Executivo também alegaram que o Município não teria como obrigar o IAG a manter os mesmos salários. Os termos da licitação foram determinados pela Prefeitura.

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O Simers e os sindicatos dos enfermeiros, odontólogos e farmacêuticos defenderam que a mobilização não se tratava de greve e que o movimento estava dentro da legalidade. O IAG não compareceu, por isso uma nova audiência foi marcada para esta quinta-feira, 2, e o instituto será novamente convocado.

Os atuais gestores das unidades, a Santa Casa e o Hospital Divina Providência, estavam presentes na audiência.

Estado de greve

A categoria médica está em estado de greve, conforme deliberação em Assembleia Geral Extraordinária (AGE). O estado de greve não significa paralisação imediata da categoria, mas sinaliza a que o movimento poderá evoluir para a parada das atividades. Novas AGEs podem ocorrer nos próximos dias, com outras deliberações dos profissionais.

Na próxima sexta-feira, 3, a partir das 13h, novos movimentos reivindicatórios devem ocorrer, dessa vez incluindo unidades gerenciadas tanto pela Santa Casa quanto do Divina Providência. Além disso, novo ato de protesto está em mobilização pelos sindicatos.

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Tags: Atenção Primária e Medicina de Família e Comunidade Atenção básica Núcleo de Atenção Primária e Medicina de Família e Comunidade

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