
Avançaram as negociações do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) com a Fundação Araucária, proprietária do Hospital São Paulo (HSP), de Lagoa Vermelha, e prefeituras da região no objetivo de resolver a crise financeira na instituição de saúde. Agendas conduzidas na quinta-feira, 9, pela diretoria da Região Norte do Sindicato, buscaram ampliar a transparência dos dados financeiros do hospital e garantir que futuras entradas de recursos serão utilizadas para a quitação dos débitos com os médicos. Desde o início de 2026 o corpo clínico do HSP não está recebendo integralmente seus honorários.
Em junho, a Fundação Araucária havia sinalizado de que os profissionais teriam os débitos quitados até 4 de julho, o que não se confirmou. Os profissionais seguem recebendo 80% dos honorários mensais. Segundo representantes do HSP presentes na reunião desta quinta, a quitação dos valores atrasados não ocorreu porque a entrada de recursos vindos de uma emenda parlamentar ainda não se efetivou. Porém, isso deve ocorrer nos próximos dias.
O diretor do Sindicato na Região Norte do RS, Marcelo Rodrigo da Luz, destaca que as agendas resultaram em avanços de diversas demandas dos profissionais do Hospital São Paulo. Entre eles a sinalização para a criação, por parte das prefeituras que utilizam os serviços, de uma comissão de fiscalização dos contratos e possíveis repasses para o HSP.
A presença de uma gestão profissional, com o novo diretor-superintendente Sérgio Lunardi, também é encarada como uma sinalização positiva, assim como a disposição em oferecer transparência nos dados. “O Sindicato irá acompanhar as emendas que estão para chegar, são três no total, assim como auxiliar no que for possível. Nosso objetivo é garantir que os médicos sejam pagos integralmente e os encaminhamentos são para que isso ocorra em pequeno e médio prazo, assim que entrem os recursos”, destacou Marcelo da Luz.
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Outra importante demanda do corpo clínico teve avanços tratados com o prefeito de Lagoa Vermelha, Eloir Jorge Morona, e o secretário de Saúde e Assistência Social de Capão Bonito do Sul, Paulo Santos. Equipamentos médicos essenciais em falta no hospital e que tinham sido solicitados pelos profissionais estão em fase de orçamento e compra e devem estar disponíveis para uso dentro de 15 dias. Já outros, que estavam estragados, passaram por conserto.
Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada ainda na quarta-feira, 8, antes, portanto, das agendas do Simers com a Fundação Araucária e prefeituras, os médicos do HSP haviam decidido entrar em estado de paralisação em função da quitação de débitos não ter se confirmado no dia 4. As sinalizações positivas do dia seguinte, porém, trouxeram nova expectativa de pagamento. Apesar de mobilizada para resolver as pendências e em AGE permanente, o corpo clínico do HSP não decidiu por paralisação imediata de qualquer setor do hospital e acredita na breve quitação dos débitos sem prejuízo do serviço prestado à população.
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