Defesa

Assembleia na próxima semana vai definir rumos da mobilização dos médicos da Santa Casa de Uruguaiana

02/08/2018

Santa Casa de Uruguaiana
Santa Casa ainda não pagou médicos neste ano. Foto: Divulgação/Simers


Uma assembleia marcada para a próxima quarta-feira (8) vai definir os rumos da mobilização dos médicos que atuam na Santa Casa de Uruguaiana, convocada pelo Simers. Os profissionais decidiram manter o atendimento até o retorno da administração, na próxima semana, para saber se há um plano de recuperação do hospital. No momento, enfrentam a falta de profissionais, de condições de trabalho e atrasos nas remunerações, que já ultrapassa seis meses. “A situação já ultrapassou o limite do insustentável”, conforme o delegado regional do Simers em Uruguaiana, Oscar Blanco.

Na última semana, a administração propôs que os médicos fizessem empréstimos consignados, nos seus nomes, o que seria o mesmo que financiarem a própria dívida. A proposta foi rejeitada pela categoria.

A crise no hospital vai se agravando dia a dia. A UTI Neonatal está prestes a ser inviabilizada. Se a administração não tomar providências imediatas, não haverá plantonista nos próximos dias. Dois médicos já se demitiram, um deles cumpre aviso prévio e deixará o hospital em 30 dias. No mês seguinte, já está programada outra baixa na equipe, restando cinco médicos quando deveria haver pelo menos oito. Caso a UTI pare de funcionar, a maternidade deixará de realizar os partos, que chegam a dois mil ao ano. Além disso, há problemas em outros setores. O aparelho de ecocardiograma é emprestado, pois o que estava em uso está estragado há mais de um mês. O responsável pelas ecografias pediu demissão há 40 dias e também não há enfermeira específica para a área.

Entenda o caso

Em reunião ocorrida em maio, o administrador da instituição de saúde, Fernando Siqueira, apresentou à categoria a situação financeira do hospital. Os mais de 40 médicos que atuam na Santa Casa são responsáveis por 25% da folha de pagamento e, na ocasião, não descartam tomar medidas judiciais para garantir o pagamento dos valores em atraso. Siqueira ressaltou que o déficit mensal da instituição gira em torno de R$ 1 milhão, sendo R$ 600 mil de custos operacionais.

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