Defesa

Vistoria do Simers aponta inadequações no Hospital de Tramandaí

06/02/2020


O Simers, representado pela diretora Adriele Andres, vistoriou as instalações Hospital de Tramandaí nesta terça-feira (4).  Na ocasião, foram apuradas as condições dos serviços ofertados à população e as condições de trabalho oferecidas aos profissionais. A instituição atende pacientes 100% SUS e é referência para quatro municípios da região. 


Entre os problemas apurados, observa-se pontos de mofo no teto e nas paredes, além de rachaduras expostas, inclusive nas salas de atendimento amarela e vermelha. Ondulações e sinais de descolamento do piso na UTI Neonatal são visíveis e podem representar riscos a quem circula pelo local. 

O hospital mantém quatro salas ociosas no centro obstétrico, que deveriam ser utilizadas por pacientes do pré e pós-parto. Em vez disso, estão servindo como depósito de caixas e equipamentos. No canto de uma outra sala, dois respiradores sem uso e mal acondicionados dividem espaço com um pequeno móvel de madeira utilizado para armazenar materiais (que, pela falta de espaço, estão empilhados). No geral, muitos equipamentos exibem ferrugem, assim como as camas e os suportes de soro. Em uma delas, além da ferrugem, um tronco de madeira é usado para substituir parte quebrada do móvel. Constatou-se, também, falta de profissionais de enfermagem no local.

As portas em madeira das salas de atendimento estão fora do padrão hospitalar (dificultam a passagem de cadeiras de rodas e de macas). Em sua maioria, estão em péssimo estado de conservação devido à ação de cupins. A porta de correr da sala de raio-x, pesada devido ao chumbo, apresenta rachaduras na moldura que suporta a estrutura, o que acarreta no desencaixe do trilho, exigindo que profissional faça muita força na hora de abrir e fechar. 




Outra demanda relatada pelos profissionais é a demora dos laudos dos exames de tomografia pelo número reduzido no quadro funcional, sendo necessária a contratação de mais radiologistas (que já era insuficiente e reduziu após um recente pedido de demissão). Na sala verde, o local em que deveria ser um consultório para atendimento é utilizado para a acomodação de pacientes e faltam divisórias entre os leitos (impossibilitando a privacidade dos mesmos).    

No estar médico constatou-se a precariedade das acomodações, sem disponibilidade de lençóis. E, no espaço comum e no banheiro se verificou o acumulo de lixo.  

O Simers cobrará providências da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas, mantenedora do hospital, em reunião marcada para esta quinta-feira (6).

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