Simers e Federação Médica da Província de Buenos Aires se reúnem para discutir ações conjuntas contra a violência a médicos
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Simers e Federação Médica da Província de Buenos Aires se reúnem para discutir ações conjuntas contra a violência a médicos

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20/02/2024 18:29

O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcos Rovinski, acompanhado do diretor-geral da entidade, Fernando Uberti, se reuniu, nesta terça-feira, 20, no formato on-line, com o secretário de Ação Social e Direitos Humanos da Federação Médica da Província de Buenos Aires (FEMEBA), Ignacio Eliff, e representantes da entidade argentina. Na pauta, ações e programas conjuntos para combater a violência contra médicos, seja física, verbal ou psicológica. A FEMEBA já esteve reunida com representantes médicos do Uruguai e do Paraguai. A ideia e mobilizar a categoria.

“Um programa de prevenção e assistência a casos de violência contra médicos vem ao encontro do que fizemos no Estado, com a Campanha de Valorização do Médico e Violência Não. Temos o maior interesse em unir a categoria para debater e buscar estratégias que contenham a violência aos profissionais da saúde”, enfatiza Rovinski.

FEMEBA

A Federação Médica da Província de Buenos Aires, criada em 1994 e formada por 111 círculos, associações e sindicatos médicos genericamente chamados de Entidades Primárias, com representação em 121 dos 135 distritos da província de Buenos Aires, é a entidade com maior experiência e conhecimento na gestão de sistemas de benefícios de todos os tipos no país, sendo líder na implementação de padrões de qualidade e sistemas de acesso a benefícios.

No total, a entidade médica argentina tem 11 mil médicos associados e realiza pesquisas anuais para detectar episódios de violência contra os médicos. De acordo com a advogada Sofia Girotti, responsável pelo trabalho, os números praticamente se repetem. Cerca de 35% dos médicos ouvidos relatam terem sido vítimas de algum tipo de violência: física, verbal ou psicológica, por paciente ou familiar.

Pesquisa

De acordo com a última pesquisa, de 2022, no primeiro lugar figura a demora no atendimento, seguida por parte de pacientes com patologia mental e a comunicação médico-paciente, em um terceiro lugar. As médicas são as mais atingidas e os hospitais públicos os locais com maior incidência. A entidade argentina tem pelo menos um médico em cada cidade como ponto focal preparado para atender os colegas vítimas de violência, dar a assistência e auxiliá-lo nas denúncias. Já a entidade entra com a assistência jurídica e psicológica.

Ficou definida uma nova reunião para já discutir propostas e estratégias. Também está sendo planejado um evento que reúna representantes de entidades médicas do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, para debater este tema, que deverá ocorrer no segundo semestre.

Também participaram da reunião pela Federação Médica da Província de Buenos Aires, as médicas Vanessa Etcheverry e Laura Dillon.

Tags: Argentina Violência, Não!

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