A Luta

Simers discute situação da Saúde em Canoas com o prefeito Busato

Os problemas vividos nas unidades administradas pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva (Gamp), em Canoas, motivou reunião da prefeitura com os sindicatos que representam os profissionais da Saúde. O encontro aconteceu na tarde de segunda-feira (3), a pedido do prefeito Luiz Carlos Busato.

Ele apresentou os números relacionados aos repasses feitos à organização social e explicou por que existe divergência entre as cifras reclamadas pelo Gamp e a dívida reconhecida pelo município. “Conforme o prefeito mostrou, muitos dos valores cobrados foram glosados. Em outros casos, o Tribunal de Contas do Estado orienta que o pagamento não seja feito”, destaca a diretora do Simers Clarissa Bassin. Os apontamentos do Tribunal estão relacionados a valores gastos para fins incoerentes com o contrato de prestação de serviço.

Para Clarissa, o encontro foi importante para estabelecer um fórum permanente de discussão sobre os problemas vividos na Saúde em Canoas, incluindo a falta de pagamento dos funcionários por parte do Gamp. “Esse grupo que assumiu a gestão de serviços importantes da cidade não honra com seus compromissos, a exemplo do FGTS e dos salários, e alega que a culpa é da falta de repasses. Mas essa é uma narrativa que já se tornou insuficiente”, ressaltou ainda a diretora do Simers.  

Repasses feitos

De acordo com os números apresentados por Busato, a prefeitura repassou ao Gamp mais de R$ 16 milhões  em novembro. A quantia é destinada para a aquisição de medicamentos, procedimentos cirúrgicos e a quitação dos salários dos profissionais que atuam nos hospitais Universitário e de Pronto Socorro, além de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).  


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