Defesa

SIMERS denuncia atrasos em salários e risco ao atendimento em hospitais e postos de Canoas

21/12/2016

Assembleia de médicos de Canoas
Dezenas de médicos participaram da assembleia. Foto: Divulgação/SIMERS


O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) realizou na noite desta terça-feira (20/12), na sede do sindicato, assembleia geral extraordinária com os médicos ligados ao Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e Saúde Pública (Gamp).  Durante a assembleia, conduzida pela vice-presidente do Sindicato Médico, Maria Rita de Assis Brasil, foram tratados assuntos como a sucessão dos contratos de trabalho, as atuais condições de trabalho e possível paralisação devido à falta de estrutura de atendimento e/ou atraso no pagamento dos salários.

Ao abrir os trabalhos Maria Rita informou aos médicos, que lotaram o auditório, que a GAMP havia enviado nova proposta na forma de contratação, que continuará a ser por CLT. “ Após muita pressão sobre os novos gestores, é uma vitória importante para categoria, pois os médicos continuarão com seus direitos trabalhistas assegurados”, salientou.

No final da assembleia, que decidiu o rumo dos cerca de 500 médicos que atuam no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), Hospital Universitário (HU), UPAs Caçapava e Rio Branco e CAPS Recanto dos Girassóis, Travessia, Amanhecer e Novos Tempos, foi definido que o contrato entre o GAMP e a Prefeitura de Canoas gera temor sobre o funcionamento das instituições e coloca em risco o atendimento de centenas de milhares de pessoas em 140 municípios. Segundo os médicos presentes, faltam condições de trabalho, incluindo materiais básicos para promover a assistência.

O principal ponto que preocupa é que, até o momento, a nova gestão não pagou parte dos salários de novembro e nem a segunda parcela do 13o, descumprindo diretos dos trabalhadores. Nesse sentido, o Sindicato está tomando medidas administrativas e judiciais cabíveis para reverter a situação. Diante deste quadro, a entidade exige que o atual gestor Municipal e o futuro prefeito tomem urgentemente alguma atitude. Às vésperas do Natal e Ano-Novo, é inaceitável que esta situação se mantenha”, salientou a vice-presidente do SIMERS.

Outras conclusões, aprovadas pela imensa maioria dos médicos presentes na assembleia, ficaram por conta do apoio integral ao movimento dos demais trabalhadores de saúde ligados ao GAMP, assim como da manutenção do estado de assembleia geral permanente.

O SIMERS acompanha a mudança que ocorre em Canoas com a saída do Mãe de Deus da administração dos hospitais e demais unidades de saúde. Após vencer licitação feita pela prefeitura de Canoas, o Gamp assumiu a gestão em 1º de dezembro deste ano. Desde então, o Sindicato Médico monitora e atua para que os médicos tenham seus direitos trabalhistas assegurados.

Assembleia dos médicos de Canoas
Maria Rita ajudou a solucionar dúvidas dos médicos. Foto: Divulgação/SIMERS


Nota oficial do SIMERS sobre a gestão das unidades

SAÚDE DE CANOAS EM RISCO



O SIMERS e os cerca de 500 médicos que atuam no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), Hospital Universitário (HU), UPAs Caçapava e Rio Branco e CAPS Recanto dos Girassóis, Travessia, Amanhecer e Novos Tempos alertam:

  • A gestão do Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e Saúde Pública (Gamp), que começou em 1 de dezembro nas instituições em contrato firmado com a Prefeitura de Canoas, coloca em risco o atendimento de centenas de milhares de pessoas em 140 municípios.


  • O Gamp não pagou todos os salários de novembro nem a segunda parcela do 13o, descumprindo os direitos dos trabalhadores. O Sindicato já está tomando medidas administrativas e judiciais cabíveis.


  • Apesar de assegurar ao SIMERS que manterá carteira assinada dos profissionais, a gestora promove contratações temerárias dos médicos como Pessoa Jurídica, aumentando a precariedade na assistência e nas relações de trabalho.


  • Há falta de condições mínimas ao atendimento médico.


  • Exigimos atitude urgente do atual Prefeito e da Administração Municipal que assume em 1 de janeiro. Também manifestamos apoio total à mobilização dos demais trabalhadores dos hospitais e postos.

    É lamentável que esta situação ocorra às vésperas do Natal e Ano Novo, demonstrando a flagrante insensibilidade dos responsáveis pela assistência da população.

     A Verdade faz bem à Saúde.

    Dr. Paulo de Argollo Mendes

    Dra. Maria Rita de Assis Brasil                                           


    Vice-presidente


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