Defesa

Pacientes agradecem médicos que lhe deram uma nova vida

17/10/2016

A relação entre médico e paciente é importantíssima, e pode ser determinante para o sucesso de um tratamento. Poucas coisas são tão gratificantes para um profissional quanto poder fazer parte de uma história bem sucedida.

Veja relatos de quem lembra com carinho de uma ajuda médica que mudou sua vida:

paciente 1

“Durante a gestação, descobri que minha filha, Cecília, nasceria com hérnia diafragmática congênita (quando o diafragma não fecha e os órgãos do abdômen sobem para o tórax). O índice de mortalidade dessa doença é de 75%. Como na região da Serra, onde moramos, não havia um hospital que atendesse a essa necessidade, fui indicada a procurar atendimento em Porto Alegre, mas não tive indicação de médicos. Conheci a pediatra Simone Goulart Franco de Vasconcelos na sala de parto, quando ela entrou se apresentando ‘sou a doutora Simone e vou cuidar da Cecília’. Ali nasceu uma confiança inexplicável. A Cecília ficou hospitalizada por 76 dias. As enfermeiras ligavam para Simone e em cinco minutos ela estava no hospital. Nunca mediu esforços pela Cecília. A primeira vez que precisei ligar para a nossa pediatra eram 3 horas da manhã e estávamos em Garibaldi. Ela já atendeu o telefone dizendo o que aconteceu com a maravilhosa? Em outro momento ela me atendeu às 9 horas da noite em plena sexta-feira, no consultório. Ouvi várias vezes de amigos próximos que a médica ia me atender com tanta atenção só no começo, porque Cecília era recém-nascida, mas não, ela continua atenciosa conosco até hoje, e a Cecília já tem cinco anos.”

Débie Mottin, arte-finalista

paciente 2

“Em 2014, descobri que estava grávida de trigêmeos. Por indicação da prima do meu marido, que é médica, comecei a consultar com o doutor Ricardo Ribas. Cheguei ao obstetra sabendo que esperava três bebês, muito apreensiva e cheia de medos e preocupações sobre uma possível gravidez de risco. Ele me tranquilizou. Explicou que o corpo era projetado para ter um filho de cada vez, mas que não era o fim do mundo, que já havia acompanhado uma gravidez de trigêmeos e tinha dado tudo certo. Essa atenção é muito importante, ter alguém que te atenda no momento em que tiver dúvidas e complicações. Quando já estávamos tranquilizados, contamos aos amigos e familiares sobre a gravidez (as reações foram registradas em um vídeo que se tornou viral na internet). Foram 6 meses de gravidez tranquila. Nossa expectativa era tentar mantê-la pelo menos até as 32 semanas. Mas às 28 semanas, entrei em trabalho de parto. Um dos trigêmeos, o David, não resistiu. Pensei que todos tivessem morrido, mas o Guilherme e o Artur vieram em seguida, durante uma cesariana de emergência. O doutor Ribas teve o cuidado de explicar primeiro para o Fabrício, para que ele me contasse o que tinha ocorrido. Os bebês que sobreviveram tiveram complicações e precisaram de 70 dias de internação. Foi um período difícil, mas preferi focar na alegria pela chegada dos meus filhos a dar a eles a atenção que precisavam. O susto passou e hoje eles são crianças saudáveis. Foi muito bom ter o acompanhamento do médico, que se tornou também um amigo. A gente vê que para ele não é só um trabalho. Ele faz porque gosta e faz com amor.”

Gabriela Duarte

paciente 3

“Minha vida até meus 21 anos foi muito tranquila, eu cantava profissionalmente desde os 19 anos e me apresentava em vários lugares.Quando eu perdi meu pai e minha mãe, minha vida começou a ficar meio conturbada. Eu comecei a beber, coisa que eu não fazia, comecei a sair direto, e começou a dar tudo errado. Aí eu fui internado no Hospital Psiquiátrico São Pedro. A partir daí, minha vida mudou totalmente. Teve profissionais que me ajudaram demais. Um dia lembro que a doutora Roberta me colocou sentado numa cadeira e disse para eu fechar os olhos. Eu fechei. Depois ela pediu para eu pensar em duas pessoas. Na hora, veio meu pai e minha mãe. Eu comecei a chorar muito lembrando dos dois, e no final ela falou para mim: se despede. Eu me despedi deles. Quando abri os olhos, comecei a rir sozinho. Eu não sabia por que, mas me senti mais leve, me senti melhor. Ela disse para eu dormir que no dia seguinte estaria bem melhor. Fui dormir, acordei sete da manhã, sonhando com meu pai e minha mãe, e com uma música na cabeça. No fim do tratamento, retomei minha carreira e voltei a fazer shows pelo Estado.”

Pedro Miranda, músico
SEGUROS