Defesa

Médicos rotineiros e residentes denunciam condições de trabalho no Gracinha

21/02/2017

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) esteve reunido na terça-feira (21) com a equipe técnica do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Canoas. Os médicos rotineiros e plantonistas estão sobrecarregados. Cinco médicos, sendo que um está em férias, atendem as demandas diárias, quando o ideal seriam nove profissionais. Diante do quadro, cada médico se torna responsável por pelo menos 20 leitos. Outra constatação foi o trabalho sem remuneração nos finais de semana, uma vez que não há contrato firmado. Pelo atual contrato, o cumprimento da carga dos profissionais é de segunda a sexta.

Diante desse quadro, o SIMERS propôs a contratação de novos médicos e que o atendimento dos leitos fosse dividido com médicos especialistas. O Sindicato também aguarda uma definição sobre o pagamento das horas trabalhadas nos finais de semana.

Hospital Nossa Senhora das Graças
Para resolver os problemas, o SIMERS propôs a contratação de novos médicos. Foto: Divulgação/SIMERS


Residentes



Também na terça-feira, ocorreu uma assembleia, na sede do SIMERS, em Porto Alegre, com os residentes do Hospital Nossa Senhora das Graças. Na ocasião, os médicos que integram os programas de Residência Médica comunicaram à entidade médica problemas na estrutura física do hospital. Entre os apontamentos, a sala cirúrgica em número e condições inadequadas para a demanda, com recorrente falta de materiais cirúrgicos para a realização de procedimentos, essencial para a formação de um especialista na área cirúrgica, além da falta de investimento em material didático e rede de computadores com acesso online aos portais médicos-científicos, indispensável aos médicos em formação.

Outra preocupação dos médicos residentes é com a situação insolúvel de Canoas com a categoria médica. Depoimentos de profissionais mostram que médicos estão perdendo o interesse na prestação de serviços nos hospitais da cidade, o que afeta diretamente a formação da residência, pois não existem especialistas preceptores em todas as áreas. “O SIMERS enviará ofício com as reivindicações à superintendência da instituição e espera que as pautas prioritárias sejam estabelecidas e um calendário de ações definido em conjunto com os médicos residentes”, disse o diretor do sindicato Willian Adami. A assembleia referendou a posição do Sindicato, já que os médicos aguardam por uma solução concreta desde o início de 2016.

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