Defesa

Médicos municipários da Capital discutem ações que evitem aprovação de projetos na Câmara contra a categoria

26/05/2017

Foto:D
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Diante das propostas que atingem os médicos municipários enviadas ao Legislativo pelo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr, a categoria se reuniu com a diretoria do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) para discutir ações que evitem a perda de direitos adquiridos. O encontro foi realizado na sede do Sindicato, na quarta-feira (24). Durante a reunião, estratégias foram definidas para impedir que os projetos sejam aprovados na Câmara de Vereadores. No dia 19 de junho está prevista audiência pública para discutir as matérias.

Ao todo, foram oito propostas enviadas pelo prefeito, sendo que duas delas afetam diretamente os médicos da Capital. Segundo o texto, a revisão automática do índice salarial, para além da inflação, vai terminar. Conforme a proposição, o que passará a regular a concessão de reajuste será a previsão orçamentário do município.

Outra proposta prevê o aumento de 11% para 14% da alíquota da contribuição previdenciária. Desde que assumiu a gestão municipal, Marchezan vem alegando que a prefeitura não tem recursos para pagar as dívidas antigas, fazendo constantes ameaças de parcelar os salários dos servidores.  Diante da situação, o SIMERS ingressou na Justiça e ganhou a sentença em primeiro grau. A sentença proíbe o prefeito de atrasar, suspender ou parcelar os salários, aposentadorias e pensões dos médicos associados ao Sindicato.

O presidente da entidade médica, Paulo de Argollo Mendes, presente na reunião, acredita que o atual cenário exige movimentação conjunta dos médicos da Capital. “Visivelmente, há um retrocesso da prefeitura em relação ao funcionalismo público, e ameaças públicas de que vai fracionar o salário e que provavelmente atrase. Portanto, vemos com muita preocupação a maneira como está evoluindo a gestão da prefeitura e entendemos que é preciso uma mobilização dos médicos do município para evitar que se tente tirar direitos já adquiridos”, disse Argollo.

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