Defesa

TRT: SIMERS luta por reposição integral da inflação para trabalhadores dos filantrópicos

22/03/2017

Audiência de mediação no TRT com o Sindiberf
As categorias seguem unidas em busca da reposição integral do INPC. Foto: Divulgação/SIMERS


Unido com representantes das demais categorias da saúde, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) buscou no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) uma alternativa para resolver o impasse com o Sindicato dos Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos (Sindiberf), que se nega a pagar aos trabalhadores a reposição integral da inflação do ano passado. Na audiência de mediação, realizada nesta terça-feira (21), o desembargador João Pedro Silvestrin se mostrou preocupado com a indefinição, que penaliza os trabalhadores. “Nessa realidade, a perda já não é mais de 9,91%. Agora em abril temos a data-base vencendo novamente, sem contar que os preços estão subindo. Eu me pergunto com que ânimo esse profissional vai desempenhar suas funções”, questionou Silvestrin.

Em novembro, o Sindiberf havia recomendado que os hospitais de sua base repassassem um reajuste de 5% do INPC (sem retroatividade).  No entanto, nem todos os trabalhadores receberam a porcentagem total e outros sequer ganharam parte dela. Isso significa dizer que muitos ainda possuem exatamente o mesmo salário que tinham em 2015. Além disso, a direção da patronal ameaça a luta pela reposição integral com o argumento de que isso resultaria no fechamento de leitos e na demissão de funcionários.

Para a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, o que ocorre é a desvalorização daqueles que, mesmo com todas as dificuldades, garantem o atendimento da população. “Eu gostaria de lembrar que os hospitais ligados ao Sindiberf, via de regra, são aqueles que possuem as menores remunerações do Estado e as relações mais precárias. Estamos aqui pedindo o mínimo, que é o pleito pela recomposição salarial”, ressaltou em sua fala.

Audiência de mediação no TRT com o Sindiberf
Trabalhadores de diversas áreas da saúde estiveram presentes. Foto: Divulgação/SIMERS


Próximos passos



Ao término da audiência, Silvestrin sugeriu que os representantes das categorias da saúde e a direção do Sindiberf elaborem um acordo parcial, em que sejam mantidas as cláusulas sociais do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente e assegurada a possibilidade de definição de um índice de reajuste salarial. A próxima mediação ocorre no dia 17 de abril, às 14h, também na sede do TRT.

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