Vida

Diagnósticos de ginecologistas salvam mãe e filha

30/10/2017

Dois diagnósticos complexos marcaram o final da gestação de Lisiane Silva, em 2016. Com 36 semanas (equivalentes ao 8º mês), ela descobriu que a filha, Manuela, possuía um cisto folicular no abdômen. Lisiane também enfrentou uma esteatose hepática, descoberta pelo seu ginecologista após o nascimento do bebê. Assim, com o apoio de dois médicos da ginecologia, mãe e filha superaram quadros de saúde delicados que implicavam risco à vida.

A guerreira Manuela


Com apenas 18 dias, Manuela enfrentou uma batalha de gente grande. Passou por uma cirurgia de grande porte, com anestesia geral, que lhe retirou um nódulo de nove centímetros próximo do ovário esquerdo – que foi removido. “Para se ter uma noção, ela pesava 3,65 quilos ao nascer e o cisto, 154 gramas”, compara Lisiane.

O bebê teve complicações após a operação, mas se recuperou e, hoje, vive uma infância plena.  A suspeita dos médicos é de que a menina tenha recebido grandes quantidades dos hormônios da gravidez da mãe e, por isso, tenha desenvolvido os cistos.

Para cuidar da pequena, a família conta com uma médica especializada em Ginecologia Infanto Puberal (sub-especialidade da ginecologia destinada a atender meninas e adolescentes). A especialista tem orientado e apoiado a criança ao longo dos últimos 18 meses. “A nossa médica é maravilhosa, sempre nos acalenta, é extremamente competente. Estudou muito e sabe bem o que está passando para seus pacientes”, reconhece a mãe.

O acompanhamento foi fundamental para garantir a saúde de Manuela. Com um ano de idade, ela desenvolveu mais dois cistos pequenos, detectados graças a uma ecografia solicitada pela médica. Agora, a criança segue sob supervisão. A ideia é monitorar a disfunção e agir se necessário.

Mais uma batalha vencida


A mãe também precisou passar por um procedimento após o parto. Uma cirurgia bariátrica possibilitou a perda de peso de forma mais rápida para assegurar que ela não tivesse comprometimento do fígado ou outras doenças.

Lisiane elogia o trabalho de seu ginecologista, que fez o diagnóstico a tempo de prevenir danos maiores durante o acompanhamento pós-parto. “Agradeço imensamente a ele, pois se não tivesse insistido em meus exames de sangue, eu não saberia que teria este problema”, afirma.
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