Medicina

Como será o médico no futuro?

11/10/2018

A ideia de que as novas tecnologias podem substituir os médicos se limita ao campo da ficção. Entretanto, a velocidade com que as novas tecnologias têm transformado as mais diversas áreas do conhecimento humano é responsável por importantes mudanças na Medicina.


As inovações incluem uma mudança de paradigma no atendimento médico, atualmente focado no tratamento. As novas técnicas e procedimentos permitirão que se priorize cada vez mais as ações preventivas e preditivas, nas quais a relação médico-paciente será baseada na colaboração em busca dos melhores diagnósticos e de mais qualidade de vida.



A Medicina do futuro


Internet das coisas, inteligência artificial e telemedicina são alguns dos conceitos que estão se incorporando às rotinas médicas e prometem revolucionar os cuidados com a saúde.


Por meio de tecnologias como o monitoramento remoto, por exemplo, já é possível acompanhar pacientes em tempo real. O autodiagnostico é uma tendência cada vez mais presente, especialmente com a popularização de dispositivos robóticos ou vestíveis, os chamados wearables (relógios ou pulseiras, por exemplo), que permitirão ao próprio paciente coletar informações essenciais ao seu diagnóstico.


Os diabéticos, por exemplo, podem ter seu nível de glicose monitorado por meio de um sensor subcutâneo, que envia os dados coletados de forma online para um prontuário eletrônico.


Já a Inteligência Artificial permite analisar os dados e identificar qualquer alteração que possa representar risco, antecipando não apenas o diagnóstico, mas também sugerindo opções de tratamento para o médico avaliar.


Assim, será possível identificar com precisão cada vez maior os riscos e ameaças à saúde do paciente. E este deverá ser um dos focos principais de atuação do médico: a Medicina preditiva, que permite verificar a predisposição dos indivíduos para desenvolver doenças. Em vez de buscar a cura, cada vez mais a Medicina vai atuar sobre as causas das doenças, impedindo que elas se desenvolvam.



Medicina 4P


A popularização das novas tecnologias fortalece o conceito da Medicina 4P – Prevenção, Predição, Participação e Personalização, desenvolvido pela Sociedade Europeia de Medicina Preventiva.


Além de evitar que o paciente adoeça (prevenção) e prever a chance de doenças (predição), os cuidados médicos demandarão uma relação mais humana entre médicos e pacientes (participação) e o atendimento individualizado (personalização), de acordo com as demandas e características de cada indivíduo.



Papel do médico


O uso das tecnologias, a antecipação dos diagnósticos e a precisão dos tratamentos permitirão o aprimoramento da relação entre médico e paciente. O profissional vai atuar de forma mais ativa na manutenção da qualidade de vida e no bem-estar daqueles sob seus cuidados.


Também caberá ao médico estimular os pacientes a assumirem cada vez mais hábitos saudáveis.


Com a prevalência da Medicina preditiva e preventiva, os esforços do médico se concentrarão em um atendimento mais humanizado e participativo. E as novas tecnologias, ao invés de substituírem o médico, funcionarão como suporte para uma prática médica mais efetiva.

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