A Luta

SIMERS quer detector de metais no Cristo Redentor após execução de paciente

29/03/2016 18:49

O Sindicato Médico do RS (SIMERS) quer a instalação de detectores de  metais e maior segurança no acesso às áreas internas do Hospital Cristo Redentor, que registrou novo caso de paciente internado morto a tiros. Foi o segundo em menos de dois anos e sempre com extrema violência, com execução a tiros. O presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, disse, nesta terça-feira (29), ao ir até o estabelecimento após saber do crime, que o clima de medo só aumenta entre médicos, profissionais e os próprios pacientes. A falta de segurança e maior violência estão presentes no dia a dia dos locais de atendimento, alertou Argollo. 29/3/2016 Hospital Cristo Redentor violência homem executado presidnete Simers Paulo de Argollo Mendes imprensaEm 12 de outubro de 2014, um homem com antecedentes criminais foi morto com dois tiros dentro do hospital onde se recuperava de ferimento a bala. No novo caso, não houve indicação de que o paciente estava em risco ou tinha antecedentes, segundo a Polícia e o estabelecimento. O SIMERS vai solicitar uma reunião com a direção do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) para tratar de ações práticas, para afastar novos casos. "Nos locais de atendimento, já está presente a insegurança. O temor de que um novo tiroteio ou alguma facção queira acertar as contas com algum pacientes em atendimento", frisou o dirigente. Os prontos atendimentos Cruzeiro do Sul e Bom Jesus estão nas regiões mais conflagradas. Na semana passada, um tiroteio voltou a assustar o PA da Bom Jesus. O Postão da Cruzeiro teve confronto de facções em setembro de 2015 (com morte e ônibus queimado em frente à emergência) e em fevereiro deste ano (com mais feridos). Médicos aprovaram a mudança das instalações. O movimento caiu pela metade (eram mais de 600 atendimentos por dia), pois a população tem medo de ir até o serviço. Levantamento do Sindicato aponta que foram, pelo menos, cinco episódios de violência este ano, o do Cristo Redentor foi o quinto caso. Em 2015, foram 22 registros e, em 2014, oito, em Porto Alegre. O SIMERS propôs e foi criado um grupo para discutir e buscar melhorias na segurança, que tem Brigada Militar, Secretaria Estadual de Segurança Pública e Guarda Municipal. Uma exigência é que sejam colocados policiais militares e guardas em todas as unidades. 
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