Defesa

Simers cobra sobrecarga de trabalho no Hospital da Restinga e tem pleito atendido pela gestão

24/11/2021 11:54

A alta demanda de pacientes na emergência do Hospital Restinga e Extremo-Sul de Porto Alegre foi tema da reunião realizada nesta segunda-feira, 22, entre o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e a direção da instituição. O presidente da entidade médica, Marcelo Matias, e a diretora, Alessandra Felicetti, relataram as reivindicações dos médicos que atuam no Hospital em relação à sobrecarga de trabalho. 

O problema está diretamente relacionado a reabertura do atendimento das fichas verdes e azuis na emergência. Marcelo Matias observou que esse incremento de pacientes sem a devida contrapartida em número de profissionais ocasiona transtornos em função da espera de pacientes e acúmulo de trabalho aos médicos. O dirigente ressaltou que ao circular pela instituição percebeu que as reclamações procedem, tendo em vista que um médico estava com 16 fichas azuis para atender. “Isto compromete a qualidade do atendimento”, afirmou.

A direção do Hospital Restinga e Extremo-Sul, que esteve representada no encontro pelo presidente da Associação Hospitalar Vila Nova, Dirceu Beltrame Dal’Molin, o diretor técnico Carlos Casarttelli e o diretor-geral Paulo Fernando Scolari, foi sensível ao pleito da entidade. No mesmo dia foi suspenso o atendimento das fichas azuis e verdes restando apenas as demandas urgentes classificadas como amarelas, laranjas e vermelhas. 

O Simers ressalta a parceria com a instituição no intuito de sempre buscar a melhoria nas condições  de trabalho médico.

A Associação Hospitalar Vila Nova é responsável pela gestão do Hospital, que conta com 111 leitos de internação, sendo 87 para pacientes adultos clínicos, quatro cirúrgicos, 10 leitos para pacientes clínicos pediátricos e 10 leitos de UTI.

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