Defesa

Simers repercute lançamento do Médicos pelo Brasil no JC

06/08/2019

Ouça acima a entrevista do presidente do Simers, Marcelo Matias, para a Rádio Progresso, de Ijuí.


O Jornal do Comércio de Porto Alegre publicou em sua edição desta terça-feira (06/08) uma matéria na página 22 repercutindo o lançamento do programa Médicos pelo Brasil. Na sua manifestação, o presidente do Simers, Marcelo Matias, afirmou que o programa surge como uma proposta que concede atenção à saúde da população e garante uma lógica de equidade, que é o princípio básico do SUS.

Confira a íntegra da matéria.

Entidades veem programa Médicos pelo Brasil como iniciativa positiva

Lançado recentemente pelo governo federal, o programa Médicos pelo Brasil, que substituirá gradativamente o Mais Médicos, tem gerado expectativas positivas para entidades representativas dos profissionais no Rio Grande do Sul. A iniciativa prevê, além da ampliação da oferta de vagas, melhores condições de trabalho para os profissionais. Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, o programa Médicos pelo Brasil surge com uma proposta que dá atenção à saúde da população. 

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“O Médicos pelo Brasil é totalmente oposto ao programa Mais Médicos, que foi mal formatado e tinha uma distribuição que não funcionava. Esse novo programa passa a garantir uma lógica de equidade, que é o princípio básico do Sistema Único de Saúde (SUS)”, aponta. “Em Porto Alegre, por exemplo, havia aproximadamente 100 profissionais do programa Mais Médicos, enquanto faltavam profissionais no Interior do Estado. A ideia desse novo projeto é retirar os profissionais das grandes capitais, que têm como se manter, e investir nas cidades do Interior ou de difícil acesso”, ressalta.
Inicialmente, o programa contará com 18 mil vagas em todo o País, sendo, desse total, 13 mil destinadas às áreas de maior vazio assistencial, visando suprir as necessidades da população. Para o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Eduardo Trindade, o programa representa uma iniciativa positiva para os profissionais que irão atuar pelo Médicos pelo Brasil. “O que temos hoje não é uma carência de médicos, é uma carência de oportunidades para que esses profissionais possam exercer atividades nas mais diversas localidades, porque os editais municipais são mal elaborados e não contemplam as necessidades dos médicos”, afirma. 

“O programa Médicos pelo Brasil é uma iniciativa positiva do ponto de vista social, porque trabalhará com profissionais com titularidade reconhecida, em locais com a estrutura necessária para que sejam feitos os atendimentos.” Presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Dudu Freire acredita que o número estipulado pelo governo federal seja suficiente para preencher as vagas em aberto no Estado. “Especificamente com relação às vagas do programa Mais Médicos, aproximadamente 20% ainda não foram preenchidas ou, quando chegaram a ser preenchidas, tiveram desistências”, explica.

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O programa substitui gradativamente o Mais Médicos, criado em 2013, e contará com 18 mil vagas em todo o território nacional

O Médicos pelo Brasil recebeu o apoio do presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias – que participou do lançamento no Palácio do Planalto, em Brasília, na quinta (1°/8). Na opinião do dirigente da entidade, este programa corrige vários dos problemas do programa que o antecedeu e dá uma perspectiva real da povoação de profissionais de saúde de qualidade nas localidades mais distantes do País.

“O Mais Médicos não exigia o CRM, então nunca tínhamos a certeza de que os indivíduos que trabalhavam no programa eram competentes, pois não havia a exigência da revalidação do diploma para exercer a profissão. Não tínhamos um atestado de qualidade, porque após a realização da prova do Revalida, mais de 70% deles acabaram rodando”, destaca.

A iniciativa, que prevê a ampliação da oferta de vagas, melhores condições de trabalho e a interiorização de médicos prioriza a prestação de serviços na atenção primária no Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente em municípios pequenos e remotos do Brasil. Outro ponto positivo, analisa Matias, é o estímulo à formação de especialistas em Medicina de Família e Comunidade. 

“O importante deste projeto é a possibilidade de se criar uma carreira sólida, na qual os médicos sintam interesse em se profissionalizar, principalmente porque há um plano de crescimento e a remuneração inicial é melhor, além de prever um bônus por desempenho”, completa.


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