Defesa

SIMERS exige ação da prefeitura diante do descaso do GAMP em Canoas

27/04/2017

O diretor do Sindicato Médico do RS (SIMERS) Jorge Eltz exigiu da prefeitura de Canoas atitude em relação aos problemas na administração do Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (GAMP). A empresa faz, desde dezembro passado, a gestão do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), Hospital Universitário (HU), CAPS e UPAS Rio Branco e Caçapava.

Desde que assumiu a gerência dos estabelecimentos, o GAMP tem falhado com pagamentos de funcionários, manutenção e reposição de materiais, insumos e medicamentos, bem como precarização nas contratações de médicos. Em reunião na manhã desta quinta-feira (27), no HPSC, Eltz criticou a omissão do governo municipal em não agir efetivamente para que o Grupo atenda as condições básicas para o atendimento da população. “A prefeitura não pode assistir a todos esses problemas sem se posicionar pela resolução dos mesmos. O SIMERS já levou a situação para conhecimento do Ministério Público de Canoas”, cobrou o dirigente.

O HPSC é referência para mais de 130 municípios. Na instituição, faltam medicamentos básicos, antibióticos e analgésicos, colocando em risco a vida dos pacientes. Na UTI falta até mesmo descarpack, caixa utilizada para descarte de lixo hospitalar. No HU não há oxitocina, medicamento fundamental em diversas situações durante o trabalho de parto. A gravidade do cenário é uma preocupação do SIMERS, que tem acompanhado e denunciado para os órgãos competentes. “São extremos os riscos e consequências para médicos e população. A prefeitura também é responsável pelo contrato estabelecido com o GAMP e deve garantir que ele seja cumprido”, advertiu Eltz.

O secretário-adjunto de Saúde de Canoas, Rinaldo Simões, disse que um comitê de gestão irá discutir os problemas com a área técnica das instituições geridas pela empresa e também com representantes da administração do GAMP.

Dois funcionários do GAMP responsáveis pelo setor de compras de materiais acompanharam a reunião, realizada semanalmente pelo corpo clínico há um mês. Assim como em outros encontros, os empregados foram admitidos recentemente na empresa, dificultando o avanço nas medidas necessárias. Eles também admitiram que a mudança do local do almoxarifado, que atualmente está concentrado no HU, agrava o quadro.
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