Na Defesa

Futuro incerto no Pronto Atendimento Bom Jesus

08/10/2019




Insegurança e indefinição. Estas duas palavras refletem o cenário com o qual convivem os médicos no Pronto Atendimento Bom Jesus, na zona leste de Porto Alegre. A Secretaria Municipal da Saúde fechou a unidade após o término do contrato emergencial com a empresa que prestava serviços no local, na noite de 7 de outubro. Para completar o quadro caótico, os médicos da terceirizada Competência Soluções Médicas ainda não receberam a folha de pagamento do mês de agosto.

Outro detalhe importante é que até o momento a prefeitura de Porto Alegre não quitou o valor integral do contrato com a Competência. Dos R$ 4,9 milhões previstos pela execução dos serviços, o Executivo municipal repassou apenas R$ 2,1 milhões.

Com um breve comunicado afixado na porta do PA, a prefeitura informou que a população deveria procurar outros locais de atendimento. O término das atividades gerou inconformidade na população e chegou a ocorrer princípio de tumulto. Conforme relatos dos médicos concursados que atuam No PA Bom Jesus ao diretor do Simers, Filipi Becker, a prefeitura não repassou nenhuma orientação na manhã da terça-feira, dia 8 de outubro.

A equipe de 04 médicos destacou que ainda estavam no PA 06 pacientes internados, 01 em isolamento e 01 aguardando transferência. Além dos pacientes da região, o PA Bom Jesus também recebe pacientes da Região Metropolitana. Uma consequência imediata do fechamento do PABJ é o envio de pacientes para as unidades de equipes de Estratégia de Saúde da Família, cujos trabalhadores foram acusados pelo prefeito municipal de tratarem a população como gado. Por outro lado, a Secretaria Municipal da Saúde tem o projeto de terceirização da Saúde da Família. O questionamento que fica é o seguinte: esse é o atendimento qualificado que o prefeito quer dispensar à população?

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